Em questão

O desenvolvimento econômico trás paradoxo existencial de uma crise relacionada ao futuro do trabalho. Com o acelerar da inovação, o trabalho míngua sendo que no futuro exigirá habilidades específicas e complexas, com capital humano cada vez mais valorizado disposto em patamar mais diferenciado. A tecnologia cria oportunidades melhorando condições de vida global e exigindo que novos empregos tenham mais conhecimento tecnológico, capacidade de resolução de problemas e associado ao pensamento crítico, habilidades interpessoais como perseverança, colaboração e empatia. Em um mundo conectado aumentam aspirações pessoais e opiniões divergentes adquirem maior probabilidade de afronta; nessa ideia, a automação desemprega de forma generalizada.
Em paralelo a crise no futuro do trabalho e a tensão criada vem à tona outra crise, a existencial, vista no niilismo de Nietzsche, não como significado de não ser mas como o valor do nada, incluindo o pensamento religioso negativo dentro da lógica decadente do pensamento humano. Sinaliza uma vida regida por valores supersensíveis e intangíveis, sacralizando o poder político, adquirindo o valor do nada diante algo acima dela e anulando pela negativa. Deve-se justificar que a preocupação de Nietzsche estava na decadência dos valores originais sendo que foi considerado por ele cada vez mais avassalador, constituindo plataforma da pós-modernidade, do personalismo de hiper-consumidor e de risco acima de tudo líquido. Sob a ótica existencial o homem busca conhecimento pela ciência que criou, implicando em esforço da vontade. A vida desvaloriza-se quando é negada e depreciada, envolvendo ficção. O velho modo de pensar ligado ao poder mirando governar o pensamento e ações humanas, aprisionando vontade, domando-a de modo astuto e eficaz através do sentimento de culpa, medo, terror físico e moral, parece na encruzilhada exigindo escolhas.
O que fazer diante a constatação de tal realidade, não só sob o ponto de vista material como interior ou pessoal. Constata-se que as habilidades ao trabalho ganham novo foco, cujo mecanismo fundamental é investimento em capital humano e procura por oportunidades aos que não se adaptam a nova onda. Há que se buscar meios de sobrevivência a segmentos fragilizados pelos talentos reais existentes e enquanto tal processo ainda não deu frutos, proteger por meios de assistência social, por sinal, ideia debatida nos EEUU e na ONU, além de sistemas de seguro que permitam adaptação à mutabilidade do trabalho. Evidente que a questão é das gerações presentes e a vida hipócrita necessita confronto com governos fazendo o dever de casa na evasão fiscal, dentro da ideia dos líderes das 20 economias mais importantes em “acabar com o divórcio entre o local onde o lucro se dá e a localização onde as atividades efectivamente se realizam.”

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s