Estado e etnia

Estudo do Pew Research Center de 2014 informa que a Itália é o país com menos luminosidade aos ciganos, intensificados ou alimentados por sentimentos mais discriminatórios e preconceituosos com ataques contra a etnia. Por sua vez um inquérito da Comissão Européia de 2015, mostra a discriminação cigana na Europa maior que sentimentos negativos expressados contra as outras minorias sexuais, étnicas ou religiosas, até que o Tribunal Europeu desenvolveu Jurisprudência relacionada aos direitos da minoria cigana. Por fim, concluíram que um europeu em cinco sente-se desconfortável ao lado de um colega cigano, estando atitudes mais discriminatórias na Bulgária e Romênia.
Trata-se da maior minoria étnica da Europa, estimada em 6 milhões de pessoas com 85% dos italianos e 66% dos franceses expressando opiniões desfavoráveis em relação aos ciganos que lá vivem, representando respectivamente 0,25% e 0,6% da população total. Na Bulgária, Sérvia, Romênia, Macedônia e Eslováquia são 8% e República Tcheca 1,9%. Metade dos poloneses, gregos e ingleses os classificam negativamente, enquanto quatro em dez alemães e espanhóis assim procedem. No entanto, desde 1991 o sentimento desfavorável alemão caiu de 60% para 42% e na Espanha de 50% para 41%. Na França, 76% da direita oferece opiniões negativas em relação a etnia, ao passo que 54% da esquerda francesa afirma tal visão. Na Alemanha em relação a centro esquerda, 31% os classificaram negativamente se comparados aos 51% da direita. Coube ao governo italiano de direita a última ação contundente contra os ciganos, em coro com Sarkozy na França, com o romeno Train Basescu e o governo húngaro, este, em dupla contra judeus.
A questão étnica e religiosa na Europa e no mundo com visibilidade aos ciganos, bascos, catalães, kurdos além de africanos e asiáticos, passa pela integração nos estados jurídicos. Dois casos emblemáticos são a criação dos Estados de Israel e Sudão/Sudão do Sul, ambos colocando a violência no olho do furacão. Bom lembrar que os Europeus aderiram ao Nacional Socialismo alemão ou Nazismo, para afrontar o comunismo eslavo. Quando vencido, a luta foi pela liberdade e democracia, cujo apogeu se encontra na Hungria em 1956 e República Tcheca de 1968. A queda do muro de Berlim, ressucitou o nacional socialismo alemão com a vertente cristã branca, enquanto a adesão de Israel se dá com o assassinato do General Rabin e com a vertente judaica. Chama atenção o caso americano, porque enquanto imigrantes fugitivos da perseguição religiosa inglesa, buscaram e se instalarem no novo eldorado de liberdade, a América, passando ao modus operandi do algoz. Impuseram a prevalência cristã branca pela violência contra latinos, negros e índios, com Trump vislumbrando como seu maior expoente na modernidade.

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