Marcas

A OMM (Organização Meteorológica Mundial) avisa que a última primavera no hemisfério norte, trouxe quebra de recordes em temperaturas extremas na Europa, Oriente Médio, Norte da África e EEUU. Ao lado do agravamento das temperaturas médias globais na superfície da terra e do mar, explicado pela National Oceanic and Atmospheric Administration dos EEUU, Centro de Estudo Europeu, NASA, como a segunda maior elevação da história. Portugal viu temperaturas de 40ºC com incêndios devastadores, a Espanha teve sua primavera mais quente em 50 anos com 1,7ºC acima da média, com base no período entre 1981-2010, enquanto a França apresentou tardes 10º C acima da média. Nos EEUU o deserto da Califórnia teve oscilações de 49ºC e 29 milhões de cidadãos ficaram sob alerta de calor extremo e em Phoenix, a temperatura de 47,8º C interrompeu o tráfico aéreo. No Oriente Médio houveram oscilações pelos 50ºC, no Marrocos 42ºC e no Paquistão 54ºC.
Por conta deste contexto registrou-se um recorde no deslocamento humano. O Comissariado da ONU avisa que mais de 60 milhões de pessoas fugiram de suas casas por questões de clima, inserido aí, seca e desertificação. A UNCCD ou convenção da ONU de Combate à desertificação avisa que em 2025, 1,8 bilhão de pessoas terão absoluta escassez de água e dois terços da população mundial, viverá sob condições de stress hídrico. Pode-se por fim dizer que já se formata com clareza quem são os refugiados do clima, ou, desabrigados pela seca, desertificação, escassez de água e insegurança alimentar.
Talvez nosso olhar sobre alterações ambientais se vincule mais à questões econômicas e aos aumentos extremos de temperaturas. Verdade que danos econômicos consequente à secas e quebras agrícolas, provocam deslocamentos, insegurança alimentar e fome. A questão deve ser entendida com o máximo de amplitude, acrescentando além da temperatura, pressão atmosférica, latitude, longitude, umidade do ar, relevo, ventos e a própria população envolvida, nos dando assim clareza das peculiaridades de cada região envolvida. Uma elevação de 0,5ºC na Sibéria provoca alterações locais e no centro, no leste ou no sul da Europa, sendo as condições regionais e seu impacto em muitos casos, não percebida com clareza pelos habitantes. As populações sentem com mais força o calor extremo e as enxurradas, sendo a questão muito mais complexa que fenômenos extremos. Há que se abranger melhor compreensão do todo, para conseguirmos um formato eficiente no enfrentar o futuro que se avizinha, até aqui, passivos sem norte no fazer, prevalecendo questões políticas de grupos de interesse entorpecendo nossa visão.

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