Comportamento

Por conta do empirismo a que está submetida a psiquiatria e na cilada da terapia farmacológica pela obtenção de resultados, acabou ao longo do anos segmentando-se em terra de ninguém. Respostas parcialmente obtidas nos neurotransmissores ou genes seja pela dopamina, ocitocina ou serotonina, acabaram por responsabilizar a depressão ou síndrome do pânico ou mesmo o DNA com implicações na bipolaridade ou esquizofrenia. A modernidade nos tem apresentado a neurociência, avançando é verdade, mas com lacunas na totalidade e suspeitas de dificuldades no prosseguir.
Surgem abordagens computacionais aplicadas ao comportamento visando aumentar compreensão, via dados da configuração do mundo real, relacionadas à circuitos neuronais dando base ao entendimento da patologia mental. Em tentativa no adiantar a compreensão da mecânica cerebral e em consequência suas patologias, a Psiquiatria Computacional revoluciona silenciosamente avançando sobre estagnadas visões subjetivas e clarificando a interpretação do comportamento humano. Por avaliação dos circuitos cerebrais correlacionados à bioquímica, certamente passos adiante se conseguirão. A abordagem via computacional da doença mental por ressonância magnética e auxiliada por imenso banco de dados, ao lado do aprendizado da inteligência artificial, vinculadas à teorias matemáticas de conhecimento, darão importantes resultados à nível de patologias comportamentais extremas e incomuns.
Pesquisa da Universidade de Yale avaliou o impacto da psiquiatria computacional no Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL) que afeta 2% da população. Os resultados obtidos influenciaram a forma do estudo da saúde mental e seu diagnóstico. Através de um jogo de computador chamado Cyberball, buscam medir a rejeição social. O jogo envolve três personagens virtuais passando uma bola na tela e a variação da percentagem do tempo que o sujeito recebe a bola, poderia criar sentimentos de rejeição social nos participantes. Fenômenos de tristeza e raiva evidenciados pelos jogadores, permitem por conta da intensidade, identificar transtorno de personalidade. O sentimento de exclusão se evidencia quando da recepção da bola, por prováveis candidatos aos distúrbios da personalidade. Evidente que se trata de experiência controlada cujos resultados não são definitivos, mas esclarecedores, por conta de permitirem o estudo dos comportamentos interpessoais como distância, direcionamento do olhar ou mesmo postura. A incorporação da Inteligência artificial ao diagnóstico e tratamento, aqui no caso da psiquiatria, não substitui nem estabelece hierarquia, pois ao lado da bioquímica ou genética dará frescor a ciência do comportamento, considerando e respeitando a realidade clínica e a vivência do profissional em questão.

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