Advertências

Documentos do CIEL ou Centro de Direito Ambiental Internacional revelam que em 1946, executivos de empresas de petróleo e gás concordaram pela necessidade em financiar pesquisas sobre a poluição atmosférica. Além disso, o mesmo CIEL em 1968 demonstra que a indústria petrolífera trabalhou para minar junto ao público da época a necessidade de ação climática, mesmo ciente da urgência. Em 1965 o Presidente dos EUA Lindon Jonhson foi adequadamente informado sobre as alterações do clima, com explicações detalhadas sob o efeito estufa. Em 1968 o Instituto Americano do Petróleo foi alertado por cientistas que a liberação do C02 ocasionava modificações ambientais à nível mundial. Documentos comprovam que a Exxon Mobil conhecia a questão das mudanças climáticas desde 1981, não mediu consequências ao gastar milhões de dólares em lobby ou na compra de vontades, visando promover a negativa em questão.
O jornal inglês The Guardian publicou noticia informando que um relatório classificado pela Shell como confidencial em 1986, destacava incertezas quanto a ciência do Clima registrando que “as mudanças podem ser as maiores na história.” O caso da Anglo holandesa é emblemático e merece destaque, pois em 1991 o pesquisador do clima Prof Tom Wigley, colaborou na execução de um documentário emitindo aviso dos riscos que acarretariam a mudança climática pela ação dos combustíveis fósseis. Com o título ‘Climate of Concern’ o documentário marca com força o aquecimento global e alerta às consequências. O documentário visava exibição pública em estabelecimentos de ensino mas ficou na sombra por muitos anos. Em decorrência, a companhia fez as escolhas investindo na busca por petróleo ao lado do lobby contra ações em prol do clima, mesmo conhecedora dos graves eventos em andamento. Não faltaram olhos empresariais da companhia nos bilhões investidos no Xisto betuminoso e no Ártico, este último, por hora suspenso. O caso do Xisto representa quase 30% da reserva de óleo e todos sabem ser mais poluidor que os demais. Para concluir, a empresa em 2015 promoveu tentativas em bloquear avanço de medidas pró clima ao lado de outras coirmãs. Em 2016 a Shell criou a divisão de novas energias com investimento de menos de 1% do que fatura nos U$ 30 bilhões nas bombas de óleo e gás, bem longe de poder ser chamada como sensível à meta de 2 Cº.
Parece evidente que as corporações de energia estiveram unidas no bombardeio as ações em busca de direção sustentável ao desenvolvimento mundial. Os alertas em relação a questão climática certamente não visavam torpedear o progresso no pós guerra, mesmo porque o que se conhecia até então não era tão evidente como hoje. Não mediram esforços financeiros ou políticos em ações de desmoralização da iniciativa ambiental, tapando os olhos aos danos que comprometem o futuro do homem. De forma bem organizada através do lobby financeiro, não podem negar que tiveram relativo sucesso. A questão clima teve que esperar a tecnologia da comunicação dar amplitude à voz dos que estavam sufocados pela antiga mentalidade. Não importa, o que vale é a questão estar na ordem do dia, aos poucos, apesar de governos, lobby ou interesses mil, todos acabarão direcionando à cooperação, afinal, também são parte do problema e da solução.

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s