Epidemia alucinógena

Não vai longe que o departamento anti-narcóticos americano publicou um relatório mapeando o tráfico de drogas no país. Avisa que os dominicanos dominam na Costa Leste, sendo os principais distribuidores de cocaína na região metropolitana de Nova York. Avisam que o braço dominicano se estende aos estados de Nova Jersey, Connecnicut, Massachusetts e Pensilvânia, sendo a principal ponte no Caribe. Esclarece que as gangs dominicanas possuem auto-gestão visando seus objetivos. Quanto ao tipo de drogas comercializadas fala que vão desde cocaína, heroína, Fentanil, maconha e duas chamadas de Special k e Molly provenientes do Canadá. São drogas sintéticas compostas por mistura de heroína e Fentanil. Como sabemos, o Fentanil é um anestésico e causa dependência física. O Fentanil mostrou que na Carolina do Norte em 2016, houveram casos de morte por overdose atribuídas ao tráfico dominicano em Nova Jersey.
O modus operandi dominicano se faz através da proliferação de gangs em associação com colombianos e mexicanos que acabam por dominar o pequeno comércio de varejo, da porta das escolas aos becos das cidades. Intermedeiam grandes cartéis e pelo pequeno varejo são a primeira escolha dos que enviam drogas do exterior ao país, especificamente a região do nordeste estadunidense. Lembrar que os cartéis fornecem toda a logística de transporte, utilizando mão de obra dominicana visando atingir os vários estados, isto, segundo o departamento de narcóticos americano. A posição predominante do tráfico no país é dos mexicanos ou TCOs, as chamadas Organizações Criminosas Transnacionais, sendo esta, a maior ameaça que ninguém ousa desafiar por conta da resposta violenta. Pela proximidade, os mexicanos através do domínio de grandes regiões do país que utilizam para cultivo, produção, importação e transporte de maconha e papoula, matéria prima do ópio e heroína. Por fim, fica com os colombianos o domínio do plantio, produção e tráfico de cocaína, que por meio de parcerias com dominicanos inundam o mercado americano.
Pelo mapa acima, o tráfico de drogas nos EEUU parece sob controle de latinos. Desta premissa, a primeira escolha é ao tráfico humano feito pelas gangs levando pessoas e drogas sob violência, algo que se embute no tráfico de drogas e armas. Importante ressaltar que a questão afligindo os americanos, não permite a ideia que imigrantes latinos sejam estigmatizados pelo flagelo das drogas. Outra questão é que aparentemente o tráfico parece levar vantagem contra as forças de segurança, que não conseguem estancar seu crescimento, coisa semelhante nos governos latino americanos. Questão relevante após o dano humano é o destino do lucro obtido e sua legalização, sem que governos identifiquem a origem e toda a cadeia de segmento. Quanto a nós brasileiros, a epidemia de drogas, a violência e o tráfico, nos aflige como a toda América Latina. Será que o Brasil conseguiria fazer um mapa da drogas no país? Qual a participação dos vizinhos na colocação de drogas aqui? Somos capazes de identificar o tráfico humano e quem o faz? E os lucros, sabemos aonde são aplicados? Existe alguma relação entre droga e política ou é só miragem? Afinal, perdemos mais essa ou mantemos o problema sob controle? Para terminar, resta-nos perguntar algo que parece invenção nossa; alguém tem ideia de como enfrentar a epidemia de crack?

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