Fertilidade

Altas taxas de fertilidade e natalidade foram até aqui a tônica latino americana, agora com o avanço do envelhecimento a situação muda drásticamente. Importante notar que a espiral de explosão demográfica foi quebrada pelas conquistas sociais obtidas no pós guerra, conquistas atreladas a descobertas científicas que determinaram a queda da mortalidade infantil e o prolongamento da vida adulta, sem contar a retirada das populações do isolamento e a livre mobilidade do capital. Por conta destas modificações, o deslocamento intra regional avança, aos poucos, vai ultrapassando a migração internacional e segundo a Cepal, colocando tais populações em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a mesma Cepal ou Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, a taxa de fecundidade de 6 a 3 filhos por mulher de 25 anos, atualmente está abaixo da taxa de reposição atingindo 2,1 filhos por mulher. Com uma população de 615 milhões de habitantes, a América Latina em 2050 deverá atingir 784 milhões de pessoas e a partir de 2060, inicia o processo de declínio demográfico. Importante notar que o percentual de pessoas com 60 anos ou mais, deverá em 2040 superar pela primeira vez os menores de 15 anos e na segunda metade do século iniciar o declínio.
Talvez o dado mais significativo da informação da Cepal seja, a prevalecer a tendência, em 2040 o número de pessoas com 60 anos ou mais ultrapassar os menores de 15 anos. Nesta ideia, em 2045 inicia-se o processo em que os que se aposentam aos 65 anos superam os que aos 20 anos entram no mercado de trabalho; quer dizer, iniciaria na prática o processo em que um maior número de pessoas se aposenta em relação aos que entram no mercado de trabalho. Daí, consequências significativas como queda progressiva desemprego residual e logicamente um maior número de aposentados recebendo salário, mantidos por população trabalhadora em declínio. Em paralelo, uma mudança de paradigma relacionada a novos hábitos de consumo e a transição para energia limpa estaria com trinta anos de idade. Mudança esta global já que o envelhecimento das populações atinge a todos. No caso da América Latina trata-se de economia mais primária ou mais agrícola e extrativista cujo impacto seria de avaliação incerta. Um fluxo migratório maior parece real, talvez menos intenso em países de economia mais artesanal, certamente impactando menos que em economias mais sofisticadas. Tal processo não violento coloca um impasse sobre o atual modelo de vida moderna. Lutou-se pelo prolongamento da vida humana, melhorando sua capacidade de mobilidade e consequente saída do isolamento; Einstein falava no despertar da humanidade. O momento atual indica dúvidas sobre objetivos alcançados e suas consequências. Quem nos próximos anos melhor se adequar as transformações, preenchendo vazios e estabelecendo políticas adequadas aos mais velhos, enfrentará a novidade melhor preparado. O detalhe é que a solução não passa pela afirmação do gênero masculino e sim busca humana.

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