Chernobyl 32

A China dobrou em 2016 o uso de energia limpa, tornando-se o maior produtor mundial. Espera-se ainda redução de 30% nas energias fósseis, não só pelo aumento das renováveis como queda das usinas de carvão fechadas em 2016 ou 104. No entanto apenas 11,5% da energia total é originária de fontes limpas, ou vento sol e biomassa, sendo 1% correspondente a energia solar. Inserida no investimento em energia limpa a China construiu o maior parque fotovoltaico flutuante do mundo. Instalado sobre a lagoa artificial em Huainan com profundidade entre 4 e 10 metros, ocupando uma área de 54,8 kms com a peculiaridade da lagoa ter sido criada pela extração de carvão de uma mina vizinha. Há um detalhe nesta usina, pelo fato de ser flutuante sua eficiência aumenta 11% em relação aos painéis localizados no solo. Capaz de gerar até 40 Mw o governo chinês avalia que em 2020 o preço deverá ser um terço do praticado atualmente, sendo que em 2030 pretende atingir a meta de 20% do total energético em energia renovável.
As bombas nucleares lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki equivalem em termos radioativos a 1% do que recebeu Chernobyl ou desastres equivalentes e por conta, um ano após começaram a ser reconstruídas. Já Chernobyl deverá ficar inabitada por 24 mil anos, compondo uma área de exclusão de 260 mil hectares ou 2.6 mil km². Neste cenário, um consócio ucraniano/alemão está instalando uma planta solar na área zero da usina ucraniana acidentada, cuja terra não pode ser revolvida sob pena de espalhar radiação. Com investimento inicial de U$1 milhão, consiste de 3. 800 painéis solares ocupando dois campos de futebol com potência de 1 mw e com previsão de atingir 100 mw. Tudo devidamente instalado a 100 metros do sarcófago que retém o material radioativo.
O que impressiona em Chernobyl é uma planta fotovoltaica podendo gerar um quarto da energia no momento do acidente e com outras geradoras de energia limpa, conseguiria produzir 35% de energia do total produzida; só uma constatação. Além do que há na Bielorússia dentro da área de exclusão radioativa, já que o acidente é transnacional, uma planta fotovoltaica produtora de 4,2 mw. Não vai aqui nenhuma apologia anti nuclear, já que todos estão conscientes que a conta do clima parece não fechar adequadamente dispensando seu uso; precisamos nos conscientizar que os perigos são muitos e num desastre, as consequências sem limites. Por fim, o Japão foi até a pouco o detentor do título de maior fazenda solar flutuante do mundo produzindo 13 mw, ou, atender 900 casas, enquanto que a Coréia do Sul possui duas centrais fotovoltaicas flutuantes produzindo 3 mw cada. Nada mais.

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