América latina urbana

A Cepal ou Comissão Econômica para América Latina e Caribe publicou em fins de 2016, estudo chamado ‘Vulnerabilidade e adaptação das cidades latino americanas às mudanças climáticas’, identificando situações das metrópoles regionais como ‘Posição Assimétrica’, pela contribuição menor ao problema sofrendo impactos do fenômeno com maior gravidade. Neste contexto enumeram que Lima sofrerá por problemas de acesso a água pelos glaciares, a Cidade do México terá problemas com temperaturas extremas, Bogotá com deslizamentos nas zonas de risco, Buenos Aires e outras litorâneas com o aumento do nível do mar e as nossas, todos os listados acima. Quer dizer, com uma população em 2050 estimada em 640 milhões de pessoas, a América Latina será a segunda região mais urbanizada do planeta, sendo que 86% da população viverá em cidades, em meio a 100 milhões de assentamentos irregulares.
Já o escritório das Nações Unidas para a redução de risco e desastres, publicou um estudo em 2013 feito em 16 países, avisando que em pouco mais de duas décadas, ou, entre 1990 e 2011, as cidades registraram 42 mil vítimas fatais por eventos extremos, 1 milhão de casas destruídas e 6 milhões de afetados. Voltando a Cepal, fala em fomento da resiliência urbana ou enfrentar a dor como forma de reduzir as vulnerabilidades. Observa janela de oportunidade no crescimento esperado no século XXI, na solução de problemas de infra estrutura até aqui não superados. Grita em infra estrutura verde como forma de enfrentamento da mitigação, utilizando vegetação em parques e complexos imobiliários, ressaltando que só isso é muito pouco. Alertam à questão da adequação da água da chuva, contenção da erosão, queda da sensação térmica e mudança nas condutas de consumo energético. Avisa ainda que Bogotá e Cidade do México são top de linha na criação de ciclovias, em que a primeira atrai 1 milhão de pessoas aos domingos, o mesmo com a cidade do México. Concluem que não se pode falar em efeitos do aquecimento do planeta sem falar das zonas urbanas.
Havana do Buena Vista Social Club é protagonista ante o efeito estufa, com melhorias do muro de 8 kms para segurar a onda e outras obras neste sentido. A Costa Rica vê sua capital São José consumindo boa parte de sua energia com padrões renováveis e mandam cliclovia na população, com a mais nova tendo 15 kms; a meta a ser perseguida é a queda do volume de tráfico movido a energia fóssil. Trabalha firme sobre o controle das enchentes. São exemplos de capitais não tão grandes como as nossas e de muito menos poder aquisitivo. Quanto a nós, o que fazer sabemos, pois muitas viajens de estudo foram feitas, observaram outras soluções, alguns até discutiram mundialmente o problema por conta das Olimpíadas e Copa do Mundo. Por fim, cabe ao ex gestor da maior cidade latino americana um questionamento ao que seria nossa novidade política; tá faltando ideia?

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