O Sistema financeiro

Para quem não conhece a Unep FI criada na cúpula da terra em 1992, uma parceria entre Meio Ambiente das Nações Unidas e mais de 200 Instituições Financeiras ou 129 bancos, 26 Fundos e 58 seguradoras de 60 países, composta por representantes de Bancos, Fundos de Investimento e Organizações Internacionais, promovendo debates no mundo sobre a questão climática. Para comemorar seus 25 anos de existência, promoveu em Buenos Aires um ciclo de palestras em que o diretor da Iniciativa Financeira das Nações Unidas Meio Ambiente, debateu temas vitais com representantes Latino Americanos e do Caribe.
O economista canadense Eric Usher apresentou ideias visando objetivos ao desenvolvimento sustentável na região. Fala em como mobilizar o investimento financeiro necessário, um dos pontos críticos da agenda. Avalia não ser somente governos a definir o marco regulatório ao setor financeiro e pondera que somente a visão sob o ponto de vista financeiro é míope. Fala na convergência entre o público e o privado buscando escala e eficácia no resultado. Concluindo diz que há 40 Instituições que assinaram a Declaração de compromisso com o Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de conhecer o setor identificando projetos de investimento, riscos sociais e ambientais sob o ponto de vista econômico. Nosso representante, a Febraban, por conta de seu diretor de Relações Internacionais, avisa que estamos no início da viagem lembrando que reúne 123 Instituições, 29 das quais, já se comprometeram em financiar projetos visando reduzir emissões de carbono. Fala em oportunidade de negócios na transição a uma economia de baixo carbono e que o processo já está em fase de andamento.
A questão do sistema financeiro em relação a sustentabilidade é ponto relevante necessitando posicionamento no centro da mesa. Todos entendem que o banco é casa de comércio, visa lucro, lidando com o dinheiro, portanto seu mal uso, trás consequências sociais importantes. Questão prioritária a ser definida é saber qual a postura bancária diante a energia fóssil, dominante no mercado de energia, importando um posicionamento já que desfavorecer o mercado dominante, no mínimo, gera perdas. Outra ponto é a pouca lucratividade de regiões pobres, já que o custo financeiro muitos vezes estrangula tais regiões, ficando o objetivo central deslocado pelo lucro. É sempre bom lembrar que o caso norte coreano resulta da ação bancária, favorecendo a situação em que se encontra aquela região da Ásia. Por fim, seria de boa lógica, lembrar que a questão do clima não é ideológica mas técnica, se inserindo na política como forma de operar sociedades. O dinheiro, método de transação de operações, por sua subordinação a países é também agente político, ficando a mercê de regras e subordinações de seu proprietário. Como questão climática coloca-se acima de todos os parâmetros, por ser questão do homem, sempre bom lembrar que a autonomia financeira da ONU, acima de boicotes políticos, visaria os menos favorecidos. Um quadro dantesco em Bengladesh por conta das Monções foi o de cadáveres flutuando nos rios, ao lado de lixo e entulho de habitações e os que sobreviveram perambulando pelas ruas. Como reconstruir com dinheiro político sem causar mais fome e miséria? Decerto uma moeda virtual do Banco Mundial, atrelada ao ouro, estável, que abrangendo mais de 170 países, desprenderia a instituição dos proprietários de seus respectivos sistemas monetários.

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