Desertificação

Crise silenciosa e invisível desestabilizando comunidades, assim nos traduz a Convenção da ONU sobre a desertificação. As causas mais impactantes são cultivo excessivo, pastagens, desmatamento acompanhado de práticas inadequadas de manejo do solo, principalmente pelas precárias condições econômicas dos agricultores em questão. Segundo o UNEP que é o programa ambiental da ONU, a desertificação abrange entre 25% e 30% da superfície do planeta, em torno de 100 países sob risco ou 1,2 bilhão de pessoas. Neste contexto 1,5 bilhão de pessoas dependem de terras degradadas e de 7,8 bilhões de hectares utilizados na produção de alimentos, dois bilhões estão degradados, doze milhões de hectares são perdidos a cada ano e 500 milhões estão abandonados. Este quadro mostra perda de produtividade de 42 bilhões de dólares, sendo na África 66% da superfície composta por terras áridas ou desertos. Em suma, dos 24 tipos de ecossistemas catalogados no mundo, 15 estão em forte processo de deterioração.
Neste contexto, desenvolve-se na conhecida Rota da Seda envolvendo civilizações antigas desde a Mesopotâmia, Egito, China, Índia até Grécia e Roma, iniciativas visando conter e mitigar os efeitos da desertificação. Ao todo 23 países com visão de longo prazo visando proteger os recursos naturais, sua utilização e desenvolvimento, nas áreas mais degradadas. Como exemplo, o Uzbequistão onde 73% dos 28 milhões de habitantes estão impactados pela seca e queda de 40% da disponibilidade de água, perde-se até 75% das colheitas com 80% dos lagos secos ao lado da salinização do solo. Outro país em questão é o Irã que além da seca, sofre com as tempestades de areia custando 1,25 bilhão de dólares em 1991 e 7,5 bilhões em 2011.
Como bem podemos observar foi o progressivo uso do solo e da água, como algo inesgotável, que parece nos enviar a conta. O caso da rota da seda é uma trilha à perseguir em que os interessados passem a buscar a reparação aos danos à vida. Entre nós, há urgente necessidade no levantamento das áreas degradadas, abandonadas ou salinizadas, além das consideradas por vários motivos não lucrativas, visando buscar reparação. Nesta trilha estaria a ocupação de pessoas, um começo, talvez mais difícil, mas um começo.

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