O pensamento

Compartilhamos que pensamento seja faculdade na concepção ou avaliação da realidade expresso através de ideias ou representação mental de algo. Consiste na manifestação mais palpável do espírito humano. Nessa ideia, Susan Cain autora de ‘Silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não consegue parar de falar’, defende que o extremo da riqueza criativa surge do silêncio, daí solicitar que se pratique a introversão. Relata que muitos introvertidos frequentam bares lotados e segundo ela, representa perda de criatividade e liderança. Defende que ao contrário do que se imagina, a criatividade e a produtividade não surgem de locais sociáveis mas no silêncio, essencial, no pontapé inicial. Afirma que ao rodearmos de pessoas, para não rompermos a dinâmica do grupo, limitamos seguir as crenças em vigor. Diz que o mundo ocidental privilegia pessoas ativas e as que priorizam o silêncio, segundo ela, são parceiras do pensamento próprio e original. Corrobora suas ideias, o fato que Darwin preferia longas caminhadas e recusava convites à eventos sociais. Já Steve Wozniak num canto solitário da Hewllet Packard, inventou o que seria o primeiro computador da Apple.
Contrapondo ao silêncio e criatividade, vem à tona o cansaço mental, em que os cientistas afirmam ser o causador da dispersão, falta de atenção e clareza, impossibilitando a visão do extraordinário no aparentemente normal. Além de tudo, imputa-se à fadiga mental a conhecida preguiça e a queda da capacidade resolutiva. Considera-se ainda como estado criativo, pensamentos práticos ou poéticos que manifestam beleza decorrente ao silêncio e descanso mental. Por ordem de grandeza, cada pessoa gera em torno de 50 mil pensamentos/dia, grande número repetitivos ou mecânicos. Em resumo, diz-se que o cansaço mental surge com força nas conhecidas lutas internas entre nossos desejos e realidade, falar e calar, sair ou ficar e o pior de todos, decisões tomadas e o que de fato torna-se realidade.
O professor Irwin Yalom titular de psiquiatria da Universidade de Stanford, que se assustava com os espaços vazios em seu interior, explica que seu silêncio não está relacionado com a presença ou ausência de pessoas, que multidões, o privavam do silêncio além de não fazerem companhia. Em um mundo impregnado de informações e diálogos causadores de intensos ruídos mentais, emocionais e físicos, faz-se necessário cultivar os espaços internos de silêncio e descobri-los vazios, nos colocando no trilho, focados na criação, atenção e produção.

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