Inovação imperial

O diretor do Centro de Estudos de desenvolvimento da Universidade de Zacatecas Raul Delgado, investigando o que chama de ecossistema do Vale do Silício, traz à luz, suas conclusões. Disse ser ilusório o jargão que todos ganham com os migrantes altamente qualificados ou fuga de cérebros, agora chamada, circulação de cérebros. Usando uma estratégia que chamou de sistema imperial de inovação, os EEUU e as grandes Corporações, segundo o pesquisador, apropriam do conhecimento em metodologia pela qual, advogados assinam com empresários contratos complexos de aquisição de patentes. Conclui dizendo à edição recente do Valdai Clube de Discussão Internacional em Sochi, que a moral da história no Vale do Silício é “alguns inventam e outros se apropriam”.
Por sua vez, flui nas mentes inquietas dos pobres cientistas, teorias da conspiração sobre a paranóia do fim do mundo, previsível para quem vive um borbulhar de ideias limítrofes. Uma amostragem é o recente artigo no The New Yorker sobre o presidente da incubadora de empresas Y Combinator (YC) Sam Altman. Afirma o entrevistado ser este um dos temas favoritos em conversas no Vale do Silício, ou, a forma como o mundo se acabará. Entre as mais comuns, segundo ele, está a propagação de um virus mortal, ataque pela inteligência artificial ou extermínio nuclear por recursos naturais, todas do século XX. À parte conspirações, Altman lembra que a OPR(Organização de Propriedade Intelectual), face mais visível da Inovação Imperial, instalada em Genebra, comercializa regulações e controles na fronteira tecnológica. Invenções da indústria automobilistica em Nanotecnologia são traficadas para indústrias bélicas, de mísseis etc. Conclui dizendo que a inovação tecnológica estimula a volatilidade no mundo, com riscos em graus variados, que as coisas escapem ao controle.
Recente declaração do presidente chinês, fala que a ausência de fato novo como foram o celular, o computador ou a internet como inovações tecnológicas, ao lado do envelhecimento populacional levou a estagnação econômica mundial. As inovações da tecnologia continuam aparecendo, mas o fato novo que alavancaria novamente a modernidade, parece na penumbra. Há a suspeita por essa ausência, que o Vale do Silício estaria em menor velocidade de criação ou mesmo estagnando. Por conta disso, abre espaço à fugas da realidade com pensamentos menos efetivos à base de teorias da conspiração, pela frustração em não se conseguir um novo salto qualitativo. Sempre assim.

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