O gigante do norte

Conta a história que acordos entre índios e brancos por volta de 1850 trocavam grandes extensões de terras do Minnesota por compensação financeira e bens. Parte das compensações acabaram rejeitadas no Senado que não impediu a redução dos territórios indígenas. A criação do estado de Minnesota, levou a chegada de colonos que acabaram por entrar em conflito com os índios. Neste clima de confronto surge em 1862 a sociedade secreta os ‘Cavaleiros da Floresta’ com o objetivo de eliminação indígena do estado, tornando-se referência à criação no Sul da Ku Klux Klan em 1867. Possuíam código de conduta, prestavam juramento visando eliminar índios, inclusive com sacrifícios políticos e se comprometendo ao sigilo. Por fim, o Congresso americano sucumbindo à pressões cria leis que expulsam os índios do estado.
Nesta ideia de grupos de pressão com forte influência política nos EEUU, algumas curiosidades sobre seus mandatários. George Washington foi o único presidente com 100% dos votos no Colégio Eleitoral. Até 1856 para votar era necessário ter propriedade e só os brancos as possuíam excluindo 94% da população. A 15º emenda concedeu o direito de voto aos negros acatada em muitos estados após 1960 com a lei dos direitos civis. O mesmo foi negado pelos estados aos nativos em 1924 e só efetivando em 1940. As mulheres adquirem o direito de voto com a emenda 19 em 1920. Em 1824 o presidente eleito não venceu no voto popular mas no Colégio Eleitoral, situação vivenciada por três outros candidatos. Em 2000 Bush filho perde no voto popular e ganha no Colégio Eleitoral. Por fim, a democracia americana é bi-partidária indireta e o primeiro presidente nativo só se efetivou em 1837, sendo os sete precedentes súditos britânicos.
Um dos legados inglês aos americanos são as conhecidas sociedades “não visíveis” bastante ativas, criadas em instituições religiosas ou universitárias tradicionais. Nos EEUU, muitas se formaram com objetivos específicos, em chegando ao poder, buscam praticar sua razão principal, não confessa. A seleção dos membros se faz por provas que escamoteiam seu verdadeiro objetivo, aceitação dos princípios pelo candidato. No passado, o grupo que defendia a supremacia racial branca, albergou no pós guerra os convergentes na violência política como religiosos, cristãos ou não, neonazistas ou fascistas. Destaca-se o grupo oriundo da universidade Yale de ex presidentes ligados ao Texas, que defendeu o controle da produção do petróleo no Oriente Médio pelos americanos. Adequado se lembrar que da Inglaterra muitos destes grupos se proliferaram pelo mundo. Sua folha corrida é imensa no pós guerra, já que a história ensina que a decisão americana em invadir a Europa, vem na constatação da impossibilidade de vitória nazista na Rússia. Do atoleiro no Vietnã ao Brexit, violência policial contra negros, agora o atoleiro islâmico, com a colateralidade imigrante, que se espera bom termo. Talvez seja oportuno perguntar se estão presentes, com maior ou menor visibilidade, na terra de Cabral ou isto são coisas da imaginação dos incautos?

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