Ontem, hoje, amanhã

Ar água e luz são expressões de vida, já trabalho é movimento impulsionado por energia, enquanto fogo é purificação. Aí, alguns dos princípios que norteiam a maioria das coisas. Tais elementos transmutados desaguam no capital, que se refere ao essencial ou riqueza que produz renda e patrimônio. Em suma, não é só dinheiro o necessário à determinado investimento. Quanto ao trabalho, trata-se de movimento organizado necessitando energia à sua realização, que remete a produtividade ou tempo que se gasta na execução de determinada tarefa com menor dispêndio possível de energia. Trata-se de um conjunto de atividades realizadas, esforço de indivíduos, por determinada meta. A jornada de trabalho é o tempo que se investe na empresa e produtividade está afeta ao rentável ou relação entre recursos utilizados e produção final.
O marco histórico que divide e estabelece relações entre capital, trabalho, jornada e produtividade é a revolução industrial inglesa. Em 1810 o escocês Robert Owen estabeleceu em suas fábricas a jornada de 10 horas diárias, algo considerado privilégio, logo depois, o mesmo Owen estabeleceu as oito horas. As mulheres e crianças do Reino Unido em 1847, ganharam o direito à dez horas diárias e em 1848, os franceses conseguiram doze horas díárias de jornada de trabalho. Em 1840 a Nova Zelândia introduziu oito horas diárias e Melbourne em 1856. Nos EEUU em 1866, trabalhadores foram ao Congresso solicitar as oito horas. Enquanto isso, vivíamos sob regime de escravidão. Em 1919 em Barcelona houve uma greve pelo direito ao sindicato independente da empresa e neste mesmo ano, a Espanha estabelece por lei a jornada de trabalho de oito horas. Já a produtividade remete ao dia trabalhado e por tal, a empresa WorkMeter especializada em eficiência de negócios, avisa que na Espanha, por exemplo, para uma média de nove horas de trabalho, há produtividade de seis horas ou perda de 30%, a sexta feira é o dia mais eficaz com 87% e fevereiro o mês com melhor produtividade. Os alemães são os que passam mais horas no trabalho, seguido por dinamarqueses noruegueses e holandeses. A OCDE calcula em torno de 1770 horas/ano trabalhadas em média e nos países citados 1400 horas/ano.
Nestes fundamentos, se sedimentaram relações entre trabalho e capital ou empregados e patrões. O problema são as transformações ocasionadas pela tecnologia e inovação no modelo existente, modificando definitivamente o conceito de trabalho. Tudo devidamente associado a uma super oferta de mão de obra, especializada ou não, e um mercado limitado ou finito. Hoje, com crise de oferta, de mercado e trabalho, acoplada ao envelhecimento da população, com bem sedimentadas relações trabalhistas, se abrem discussões sobre mercado de trabalho, trabalho e envelhecimento ou aposentadoria. É a vida que peregrina.

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