Ação e intenção

John Searle no livro ‘Mente, cérebro e ciência’ fala que a estrutura do comportamento passa pela intencionalidade. Que por sua vez, nos remete à crença e ao desejo, em que a primeira engloba a espera do acontecimento e a segunda a pretensão que algo aconteça; daí, a intenção envolver querer, desejar ou esperar. O detalhe disto é que obteremos resultados diversos ao que pretendemos com nossos estados intencionais. Por isso nosso comportamento pode, segundo o autor, ser intencional ou voluntário com variadas atividades tipificadas no estado intencional. O autor informa ainda que há necessidade em diferenciar comportamento individual e social, enquanto algo no individual está afeto a si, no social, ao outro.
Em ‘O que quer dizer tudo isto?, Thomas Nagel fala que na ideia de responsabilidade, ao contrário do que deveria ser, as ações são determinadas ou produzidas por certas causas em si e quando houverem mais de uma ação, uma seria posse do sujeito com causas determinadas e a outra não. Por conta disso, diz que a determinação causal não ameaça a liberdade, pois a ação livre não requer causa determinante, apenas de tipo psicológico conhecido. Daí o encurralamento dos que acham que suas ações são determinadas por circunstâncias ambientais próprias. A responsabilidade em algo, não permite fuga pelas escolhas que se faz, sem a evidente clareza em se determinar a existência motriz no eu que proceda tal evento.
Por conta da intencionalidade e da ação, o processo de cristianização ocidental tem inicio com a conversão dos Imperadores romanos, marcando o fim da perseguição aos cristãos e o alvorecer da politização religiosa. O combate ao paganismo, por tratar-se de culto basicamente agrícola com elementos naturais, marca o inicio do processo de consolidação monoteísta colocando o homem, em detrimento da natureza, no centro da vida. Daí cria-se nova consciência, que ao longo dos séculos, justificou a destruição ambiental em prol do progresso humano. Certamente uma nova visão, deve implicar em nova mentalidade e novas respostas, com novo inconsciente coletivo de consumo, baseado na preservação e uso equilibrado dos recursos.

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