Duas coisas

Pesquisa digital nos informa que meio segundo é um tempo que faz diferença nas vendas on line, ou, em torno de 10%. Trocando em miúdos, caso alguém perca tempo em suas compras on line, tende migrar ao concorrente. Caso um site de compras não carregue em menos de 10 segundos, tende a perder o negócio, pois a maioria dos clientes tendem a sair, ou, dinheiro perdido. Quem compra on line, mesmo com o aumento da velocidade da internet, não quer esperar mais que os três segundos para efetuar sua compra. A média em 2015 foi de 5,4 segundos e em 2016 8,2 segundos, sendo que nos EEUU, o tempo médio é de 3,9 segundos e no mundo aumentou de 4,2 para 4,5 segundos. Exemplo é a North America Nordstrom, varejista de roupas, com uma queda de 11% nas vendas por um tempo de resposta um segundo mais lento, com vendas de 14 bilhões de dólares nos EUA e Canadá, mostra grande volume de dinheiro perdido; atualmente adapta-se a 2,5 segundos.
A segunda coisa é o Google por expectativas elevadas nas buscas, prevê que o menor erro cria frustração no consumidor. No objetivo em encontrar o que se quer, há necessidade de carregamento rápido da página e com máxima economia. Se trava uma feroz batalha calculando-se que em menos de 10 anos, 28% da ocupação mundial no setor, fechará suas vagas por conta do monopólio da informação exercido pelo Google. Com 78% dos celulares com o sistema Android embarcado, o gigante passou a ser alarme e não exemplo de sucesso. Inserido nesta ideia está seu modelo de publicidade, dono de algorítimo poderoso, alegado como democrático, recompensando quem apresenta o melhor desempenho diante o usuário. Para os americanos e europeus a situação é apenas um novo ambiente, ficando o problema em aberto à espera de novidades. Especialistas avisam que falta ao Google recompensar portais, minimizando seu desaparecimento e desvalorização; vide Yahoo.
A história do Google é antes de tudo uma história de sucesso, ou, da mais perfeita liberdade de empreendimento. Inicia com uma defesa de tese e um questionamento, um site de busca ou como fazer dinheiro com ele (?) obtendo-se como resposta, não sei. Até que um dia, alguém disse, para cada palavra em questão, uma propaganda, e estava criado o maior gigante dos últimos tempos. Ágil nos clics e respostas, utiliza o que de mais moderno existe na matemática através de seus algorítimos, passou mais que responder a curiosidade do internauta, ou, influir em suas vontades. Pela consolidação do monopólio na independência do celular, por conta do domínio das vontades, o Google passou a ser percebido como ameaça à livre concorrência, que fez dele o que é hoje. O que fazer com o Gigante? Destruí-lo porque soube utilizar regras de mercado? Colocá-lo em um cabresto como se isto fosse algo fácil? Verdade é que o problema está sobre a mesa.

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s