O trabalho

MMT significa Teoria Monetária Moderna, nada mais do que a teoria econômica que tem dominado as mentes, visando adaptar a nova economia aos tempos atuais. Chamada pós Keynesiana, lançou procedimentos e consequências no uso do dinheiro por parte dos governos. Baseia-se na ideia que governos como fornecedores da moeda, formam um monopólio sobre a mesma e podem emiti-la sob forma física ou não. Buscando compreender o sistema atual, foca na criação e maximização de critérios de emprego e pela sua escassez, colocando-os sobre benefícios econômicos; aí a porca torce o rabo. Defende o salário mínimo, reforça atividades econômicas e sociais como educação, saúde etc, tentando criar situações de melhoria de vida à classe trabalhadora, por fim, pensa na igualdade de gêneros no trabalho. O problema de tudo isto é que a escassez de oferta de vagas de trabalho, acaba por levar a perda das condições sociais adquiridas ao longo do tempo.
Guy Standing da Universidade de Bath, Inglaterra, em seu livro ‘A Precariedade- nova classe perigosa’ nos apresenta o Precário ou aquele que vive em péssimas condições, que não alcança seu propósito, vivendo de modo incerto ou arriscado. Em decorrência à crise financeira e de políticas de austeridade formou-se uma nova classe social, a que chamou de Precariedade. De características peculiares como inconsistência e debilidade na garantia da subsistência, à um passo da exclusão social ou pobreza absoluta. Sua alvorada é a liberalização econômica, lutando em formações sectárias, amargurado e irritadiço, emocionalmente inseguro, circulando por postos instáveis de trabalho. Não há no precário perspectiva profissional, já que por apresentar níveis de escolaridade acima da média, pela posição social na classe média, se desloca em direção à pobreza. O precário busca espaço social em atividade não remunerada, a partir daí, abrir uma oportunidade profissional. Quando encontra trabalho, este se mostra sem benefícios sociais pela crise sistêmica de oferta. O autor identifica na precariedade, armadilha sem controle sobre seu tempo, sem segurança econômica e individual.
O trabalho vive período de degradação por conta de transformações tecnológicas e culturais, com forte queda na demanda e fechamento de postos. Constata-se que a solução até então encontrada chama-se desoneração, com consequente perda de direitos trabalhistas adquiridos ao longo dos anos. Em paralelo, deixa de ter cara jovem em prol de uma mais madura e em breve, envelhecida. Há Necessidade de urgentes alternativas que passam pelo monopólio monetário e dívidas galopantes que determinam saídas dolorosas. Tal como mercados agrícola, da construção civil, ou industrial, é urgente um mercado ambiental que ocupe pessoas com atividades inovadoras pouco exploradas neste setor, talvez conscientizando como anti mercado ou de reciclagem, ainda tímido. Vale a suspeita que tudo é transitório, sacrificando a geração presente, pois avança a mudança de perfil na oferta de ocupações, à custa do rápido envelhecimento populacional. Enquanto isso a vida segue.

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