Compreensão e conhecimento

Edmund Husserl em exposição sobre a fundamentação do conhecimento, nos ensina que a filosofia trata-se de assunto inteiramente pessoal. Afirma a necessidade de interiorização do filósofo, na busca por derrubar conceitos científicos existentes e sua posterior reconstrução. O saber filosófico é universal baseado em razões individuais evidentes. Busca um início seguro em conjunto ao método de progressão sem o apoio científico. Afirma que Descartes é o protótipo necessário à filosofia, ao empreender radical viragem do objetivismo ao subjetivismo buscando inovar a compreensão. Tal ideia ocorre no retrocesso que origina a epoché (colocar entre parênteses) uma atitude de não aceitar ou negar determinado juízo. Descartes se opõe ao dogmatismo na aceitação de proposição no ego das cogitações. Daí a dedução da existência e a veracidade divina, e por intermédio desta premissa, buscar a natureza objetiva da realidade, o dualismo das coisas que detém o terreno sólido das ciências.
Por conseguinte, a escritora de literatura francesa infantil Brigitte Labbé, junto com Michel Puech e François Dupont-Beurier, produziram a coletânea infantil ‘Pílulas de sabedoria’ com questões conflitantes às crianças. Brigite avisa que busca transmitir ideias filosóficas consideradas complexas. Mais do que conceituar a paz diz que o melhor é compreendê-la, que deve ser construída, nunca é definitiva e necessita cuidados. Observa ser importante que novas gerações examinem na tenra idade assuntos complexos como guerra e paz, moral e imoral, vida e morte, contaminação e ambiente, homens e máquinas etc. Afirma ser tabu achar que as crianças entendem menos que os adultos destas questões, que o problema está na forma como são apresentadas, necessitando linguagem direta, sempre que possível, usar a lógica em seu entendimento sem respostas pré fabricadas. Cita como exemplo Guerra e Paz de Tolstói refletindo que a guerra faz parte da vida das crianças. Sempre utilizando o método da contraposição como justiça/injustiça, por exemplo. Fala por fim, que crianças não devem esperar uma determinada idade para pensar estes temas, já que fazem a seus pais perguntas completamente filosóficas, desta forma, acabam por formar a crítica e o livre pensar.
Tempos atrás, a Noruega protagonizou um evento se encaixando muito bem na discussão acima. No verão europeu, o partido social democrata deste país reuniu em uma ilha jovens visando discutir temas nacionais, políticos e sociais, lógico, alternado com momentos de lazer, confraternização e amizade. Numa manhã, um neonazista uniformizado equipado com armas automáticas, surpreendeu a todos provocando carnificina entre os participantes. Talvez caiba aqui a ideia de ‘faces da mesma moeda’, o resto fica a cargo de cada um.

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