A idéia do compartilhamento

A economia de mercado como bem sabemos, fundamenta-se de forma sumária, no preço, na praça e na promoção, desaguando em produto final de valor agregado. Após disputa de mercado, o produto envelhece, torna-se lixo, sendo descartado em prol do novo. A economia tradicional se regulamentou, por conta da exposição, nas mais variadas formas e sedimentando relações trabalhistas tradicionais. Dentro da ideia de compartilhamento pessoa-pessoa, surge o conceito colaborativo em que empresas vivenciam nova experiência de valor, testando novos projetos e não se envolvendo inicialmente em relações do mercado trabalhista tradicional. Inserido na internet, o modelo colaborativo incorpora conceitos como prestação de serviços, fomento de mercado e provedor de plataforma. Serviços, moradia, tecnologia e alimentos em modelos não tradicionais servem de matéria prima.
Pelo sucesso ascendente como alternativa ao mercado tradicional, a economia colaborativa está baseada em conceitos sociais sustentáveis e tecnológicos; sem dúvida, inovação. Do ponto de vista social busca resposta ao aumento da densidade populacional, daí a China como expoente. Invocando sentido comunitário na sustentabilidade, atende demandas econômicas, via estoques ociosos, melhor flexibilidade financeira prevalecendo o acesso ao produto em detrimento à sua aquisição. No ponto de vista tecnológico estão as redes sociais, plataformas móveis e otimização de sistemas de pagamento. Como exemplo temos o compartilhameto de bicicletas por bancos, montadoras alugando carros de concessionárias, entre nós, o polêmico Uber.
Consideraremos que a economia tradicional especulativa com seus descartes, deixa grave lacuna de desigualdade nos mais pobres. Pela demora no deslanchar da reciclagem, esta questão nos emergentes é adequada à economia colaborativa. Em uma economia colaborativa não especulativa, com moeda virtual própria visando dar valor ao trabalho de coleta, armazenamento, separação, acondicionamento e posterior colocação na indústria de transformação, talvez tire do atraso gerando emprego, justamente no lado mais fraco da corda. A discussão é lenta entre os que tentam sair do impasse entre economia tradicional, reciclagem, pobreza e ambiente.

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