E a terra se move

Como sabemos da geografia, a terra se move sobre seu eixo de rotação atravessando polo a polo. Um estudo publicado na revista Science Advances, refere-se a este movimento que por volta do ano 2000, por estudos de satélites, descobriu-se que o polo norte parece mudar de direção. Ao invés de dirigir à baia de Hudson no Canadá, se direciona às ilhas britânicas com quase o dobro da velocidade padrão (em torno de 17cm/ano). A novidade ancora explicação no degelo da Groenlândia e camadas de gelo da Antártida ocidental e por conta de mazelas da seca e umidade. A Groenlândia, segundo os cientistas, perdia em 2012 cinco vezes mais gelo que em 1992. Soma-se a isto, a queda do volume aquoso na Eurásia ou subcontinente indiano e região do mar Cáspio. Estas reservas se movem no sentido leste oeste alterando o movimento polar. A queda do volume do manancial eurásico, decorre ao esgotamento dos aquíferos e seca regional. Já o movimento de rotação da terra depende do movimento aquático no planeta, repercutindo sobre o movimento do manto terrestre. Quanto a seca e umidade, cientistas observam por registros históricos, mudanças no armazenamento da água continental e camadas de gelo.
O acima descrito são observações recentes relacionadas à alterações climáticas, sem uma avaliação definitiva sobre o impacto na vida terrestre. Uma coisa parece definitiva, o degelo secas e a umidade estão mudando a frequência na rotação da terra. Como isto, impactará em nosso cotidiano dependendo certamente de outras variantes nos mais diferentes lugares, em que, uns sofrerão mais, outros menos, outros quem sabe, até poderão se beneficiar dos acontecimentos observados.
Fato que talvez chame a atenção é o carácter progressivo do evento, isto é, as modificações são cada vez mais fortes, evidenciadas pelo degelo e aquecimento progressivos. A maior preocupação que fica de tudo isto, talvez seja a nossa tendência à inércia, ao esquecimento, por conta de questões mais imediatas do dia a dia. Quem se lembra ou ainda ouve falar no buraco da camada de ozônio da Antártida. Talvez com o movimento polar em ascensão, seja mais ameno aos nossos pensamentos, deixar-se surpreender pelo que o conjunto da obra possa apresentar.

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