Desperdício

A revista científica Environmental Pollution, avisa que medicamentos como advil, benadril, prozac e anticoncepcionais são encontrados em níveis elevados no salmão. Em outra pesquisa, a NOAA (Adminstração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EEUU), estudou salmões no estreito de Puget, arredores de Seatle, em Washington. O Centro Científico de Pesca do Nororeste, parte do NOAA, avaliou espécies de salmões entrantes nos rios para desovarem, passando por estações de tratamento de águas residuais; coisa que não conhecemos muito bem. Surge em consequência, a novidade de encontrarem nos tecidos examinados, altas concentrações de fármacos empregados em várias enfermidades, do diabetes à depressão, com o desperdício, como seu maior responsável.
Questão que pouco conhecemos é o Departamento de Ecologia de Washington, exigir monitoramento para funcionamento de estações de águas residuais, examinando níveis químicos de pesticidas, por exemplo. Existem na região, cento e seis estações de tratamento de águas residuais, descarregando 97 mil libras de produtos químicos no entorno a Puget Sound. Segundo Amélia Apfel da Puget Sound Guard, as maiores vítimas são os salmões. Ao fazerem migração dos mares às cabeceiras dos rios para reprodução são impactados pelas águas residuais. Por um acidente anatômico em passar grandes quantidades de água nas guelras, facilita concentração de produtos químicos nas vísceras. Evidências indicam metformina, medicamento para diabetes, prejudicando o metabolismo e o crescimento dos peixes. Antibióticos, conhecidos pela resistência microbiana, retornam via cadeia alimentar humana. O Prozac, afeta de forma negativa o comportamento dos peixes, contraceptivos e hamburgueres os tornam hemafroditas. Produtos de higiene em níveis incontroláveis ao lado de pesticidas, avisam que a coisa anda fora do controle.
Isto nos EEUU, com estações de águas residuais em relativo exame, descobrem que o desperdício, pelo descarte em excesso, volta à vida humana pela cadeia alimentar. Fato é que nem estações estabelecidas de tratamento de águas residuais temos, nos mostrando que definitivamente estamos longe no abismo entre ricos e pobres. Ou, será exagero(?).

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