Pobreza em questão

Na 20ª edição do relatório de desenvolvimento humano (RDH), o PNUD junto ao The Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI), lançou o IPM ou Índice de Pobreza Multidimensional substituindo o IPH de 1997. O foco é a canalização de recursos visando um desenvolvimento mais eficaz, retratando de forma mais ampla pessoas em dificuldade. Priorizando conjunturas de pobreza e privação tais como acesso à saúde nutrição e habitação, carências do hemisfério sul, maiores entraves, à nível estatal, ao desenvolvimento. Nosso IPM é 0,039, o mesmo da Turquia, acima da Colômbia (0,041), Suriname (0,044), República Dominicana (0,048) e abaixo da Estônia (0,026), Egito (0,026) e Belize (0,024); lembramos que quanto maior o IPM maior a pobreza multidimensional.
A Dra Sabine Alkire de Oxford, uma das desenvolvedoras do IPM nos diz que as várias carências observadas não aparecem nas medições monetárias tradicionais. Como exemplo, o caso do Butão na cidade de Gasa em que não existe pobreza por falta de entrada monetária, seus habitantes possuem dinheiro mas não tem luz, estradas, hospitais ou escolas secundárias; aqui, a questão. Para substituir o PIB, desenvolveram na década de setenta o conceito de felicidade Interna bruta (FIB). Trata-se de princípio que busca avaliar o desenvolvimento espiritual e material reforçando um ao outro pela complementaridade. Visa o desenvolvimento sócio econômico, preservação de valores culturais, estimulo ao meio ambiente e a boa governança.
Fato maior que atormenta o desenvolvimento Humano, talvez seja a cilada a que estão submetidas economias ricas e pobres no eterno acumular e crescimento econômico, como indispensáveis à sobrevivência de um estado. Confundir o desenvolvimento humano com desenvolvimento econômico baseado no PIB, decerto é o maior fator de instabilidade e incerteza a que estamos todos inseridos. Necessário sempre se faz, salientar que, apesar de mais objetivos e melhores avaliadores da pobreza como um todo, há que se considerar que tais índices não devem mascarar a falta de efetividade oficial no combate à desigualdade.

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