Existência e realidade

Constata-se que inicialmente notáveis avanços científicos obtidos pelo ser humano, constituiram-se na maioria dos casos, em atividade paralela, e não, como forma profissional de ganhar a vida. Aleksander Borodin, professor de química, era músico autor da ópera ‘Príncipe Igor’, Fermat, advogado por profissão era matemático amador, Newton, foi político e diretor da Casa da Moeda e o músico John Cage, especialista em fungos; alguns exemplos. No relacionamento pessoal com o universo, visavam desenvolver meios em grafar com símbolos suas interações, via física, matemática, notas musicais e etc.
Uma destas formas, o algorítimo, consistindo de uma série de operações ordenadas visando realizar determinado cálculo, ou, conjunto ordenado de instruções buscando determinada solução. Foi o matemático medieval Al-Khwarizmi do Usbequistão, que vivendo em Bagdá, criou sua Casa de Sabedoria. Considerado o pai da álgebra, foi o introdutor do nosso sistema de numeração. Nos dias de hoje, algorítimos se asociam à computação, dando passos à frente na criação de modelos experimentais em vários estudos, principalmente climáticos, desde de diagramas de fluxo até a linguagem de programação.
Talvez uma das maiores observações da natureza esteja na física moderna de Newton, expressa em suas conhecidas equações. O carácter descritivo da física clássica visa levantar o véu das aparências, em suma, descobrir e explicar a realidade oculta. Como evolução natural do pensamento universal, surge a física quântica, se diferenciando da clássica em seu aspecto descritivo. Tal condição quântica chamada preditiva, é a habilidade em gerar previsões testáveis pelas observações em questão. A descrição da física clássica, na física quântica é tomada por axiomas que buscam a ação e os resultados que daí surgirão. Esta proposta se exprime pelas equações quânticas, muitas vezes invisíveis na aparência. Decorrente tal inovação, a própria física quântica evolui em direção à existência ou ao chamado ‘realismo ontológico’, que estuda a natureza do ser nos espaços da realidade. Em conclusão, dirige-se à realidade efetiva ou mundana exterior, desaparecendo a noção de vários ‘eus’ nos espaços separados em si. É isso.

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