O fundo das coisas

Investigação da Universidade de Cincinnati nos EEUU, indica que a organização da estrutura em nosso entorno influi nas tomadas de decisões. Segundo eles, entornos mais aleatórios ou anárquicos poderiam nos levar a tomada de decisões sem análise acurada ou menos reflexiva. Tais ambientes, evidentes em áreas mais carentes, tendem a nos conduzir à ideia que resultados piores ou melhores são produzidos de forma desorganizada ou ao azar. Levam a uma menor reflexão no momento de tomada de decisões, prova disso está na dificuldade de quebra deste ciclo de perpetuação nas áreas de elevada pobreza. O estudo demonstra ainda que, nestas condições, tendemos a superficialidade assumindo atitudes automáticas com inesperados resultados pela ação reflexiva. Em havendo harmonia entre nosso entorno e o ambiente, geralmente buscamos aproveitar estas relações nas tomadas de decisões via pensamentos mais elaborados.
Ainda sobre a atividade reflexiva, uma gama de filósofos incluindo aí Kant, opina que nada podemos dizer sobre a realidade em si ou ‘sua essência’. Em outro fato relatado por cientistas, aflora a ideia que somente a ciência não é bastante para resolver a questão do ‘fundamento das coisas’. Não descartam contudo o fato que é este fundamento que prende todos os fenômenos descritos. O físico e filósofo Bernard d’Espagnat defende que a realidade mostra-se coberta por um véu de obscuridade. Busca dar abordagem metodológica e científica à antigas questões filosóficas. Para ele, nosso raciocínio científico não diz o que seja a realidade em si mas nos apresenta a imagem de sua estrutura, e por isto, busca nova referência para o ‘fundo das coisas’.
O ‘fundo das coisas’ tem sido a questão mais intrigante na aventura do viver. Há que se convir, o que temos realmente de tudo isso é o ciclo a que estamos submetidos de vida e morte, mostrando que nossa mente tem limites como a própria vida humana. Compreendida esta questão fundamental, deveríamos aceitar que a convivência com o outro se faz necessária, pois o contrário, acelera o ciclo de morte. Talvez a grande lição aprendida, seja que a consciência da morte é fundamental à vida.

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