Medicina inteligente

Todos conhecemos a questão da saúde pois somos necessariamente usuários. Entre nós predominam a saúde pública cujo objetivo declarado é a população e a saúde de grupos ou privada com objetivo declarado o bem do usuário associado ao lucro empresarial. Ambas por vários motivos estão longe de satisfazerem seus respectivos públicos. Ideologias e dogmas à parte, apanhadas com força pelo desenvolvimento e transformação tecnológica que acabam por colocarem à nú suas deficiências.
Surge a medicina inteligente como forma de elevar a um patamar melhor o atendimento da saúde, talvez, em todo o mundo. Salas de emergência congestionadas poderiam encontrar nas plataformas tecnológicas,via internet das coisas, uma saída ao desconforto atual. Histórias clínicas poderiam ser armazenadas em sistema global com fácil acesso durante consultas. A IBM possui um programa chamado Curam baseado no segmento e monitoramento dos casos segundo os riscos dos pacientes em questão. Além de facilitar o monitoramento e evolução dos planos de intervenção, as ferramentas de prevenção armazenam atividades individuais dos pacientes, identificando riscos futuros a partir de dados em questão, que entregues ao especialista, evitariam ou combateriam as famigeradas filas de espera nas emergências. Telemedicina ou assistência médica à distância com recomendações aos usuários visando melhorias nas condições sanitárias, evitando deslocamentos prolongados e filas de espera. Vídeo-chamada por celular com aplicações conectadas à distância visando diagnóstico inicial e recomendações residenciais até o atendimento real.
A prática médica ao longo dos tempos se fundamentou em três pilares principais ou escuta, observação e experimentação. A escuta da história natural da doença, via sinais e sintomas, baseia-se em relação de confiança médico-paciente. A observação com pesquisas dos sinais e sintomas por exame físico ou complementares, que ao longo dos anos, se aperfeiçoaram. Por fim, experimentação com técnicas de tratamento ou medicamentosas. É fato que a modernidade, na maioria dos casos foi deturpada por conta da sobrecarga e massificação da atividade médica. Decerto o resgate da atividade não passa somente pela inserção tecnológica mas ao verdadeiro entrelaçamento entre homem, ciência e tecnologia. Um desafio a ser perseguido.

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