Sociedade e sombras

A manifestação material da vida humana se dá por troca de sentidos determinando sua renovação crescimento e perpetuação. Tal manifestação não deveria ser um dilema entre nascer e morrer, mas aceitação de um ciclo de começo e fim em tudo ao que a ela se refere. Por isso diremos que Sociedade é um conjunto de seres convivendo de forma organizada, do latim ‘societas,’ significando associação amistosa com outros. Corrupção é ato ou efeito de se corromper, obtendo vantagem em negociata com favorecido e prejudicado. Provém do latim ‘corruptus,’ significando ‘quebrar mantendo em pedaços pela calúnia’. Corromper, significa tornar-se podre na calúnia mantendo o caluniado sob poder do corrupto e corruptor. Dentre exemplos temos: partido único, oferecimento e aceitação de suborno, favorecimento de empresa por licitação em troca de alguma vantagem, favorecimento político em troca de cargo público, assistência médica, cesta básica, etc; é omissão quando se vê irregularidade e não denunciamos.
A consultoria Ernst & Young avaliando questões de ética e corrupção diz que, para surpresa geral, o setor financeiro tem sido o que mais se destaca pela salvaguarda da ética. Pesquisa sobre percepção de fraude e corrupção em 38 países coloca Portugal em quinto lugar antes de Croácia, Índia e Ucrânia. Ainda relacionado ao setor financeiro, o regulador ou bancos centrais colocam rígidas condições dificultando a fraude; imaginemos se fossem afrouxadas. Em um universo de 3 800 entrevistados envolvendo Europa, Oriente Médio, Índia e África notou-se que práticas corruptas são generalizadas. Por exemplo, a Croácia é o pais com pior prática ou 92% enquanto Bélgica são 34% Alemanha 26% Finlândia 11% e Dinamarca, país de melhor desempenho, com 4%. A fraude mais comum são distorções nos resultados financeiros com uma baixa credibilidade de que os resultados empresariais não estejam maquiados.
No âmbito governamental, lembremos que balanços e maquiagens de empresas e bancos estatais, se refletem na balança de pagamentos ou mesmo no superávit primário dos países. Recentemente o FMI pediu aos argentinos mais atenção com suas estatísticas sobre inflação e crescimento. Fato é que avaliações de investimentos, por conta da veracidade de dados apresentados, acabam prejudicadas. Quanto maior a enganação, maior o tombo.

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