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Pouco se fala entre nós, ocorre à olhos vistos, a quarta revolução industrial liderada pela Alemanha no quesito manufatura e EUA no quesito digital. A compra pelo Google da Nest por 3.2 bilhões de dólares mostra a tendência mundial na internet das coisas. Ferramenta para tornar grandes cidades mais inteligentes, via tráfico de automóveis, atualizando informações sobre fluxo de veículos, comunicação com centrais de tráfico otimizando o transporte urbano. Outro exemplo de internet das coisas é oriunda da Catalunha com o lançamento da Anella industrial 4.0, plataforma digital para empresas visando otimizar a presença das coisas na indústria. A função é compartilhar informação oferecer ferramentas e recursos ao processamento de dados buscando o desenvolvimento de projetos conjuntos, convergindo o setor industrial e TI. A Anella Industrial 4.0 começa com um milhão de euros no período 2015/2016. O objetivo é avançar favorecendo a indústria digitalizada e interconectada buscando produção e competitividade. O resultado final será acelerar a inovação com produtos de alto valor como impressão em 3D, cibersegurança, big data supercomputação e computação em nuvens.
No quesito desastre natural está em andamento buscarem melhores tempos de resposta e eficiência nos casos de emergência extrema pelo desenvolvimento da internet das coisas. O fenômeno natural mais temido são terremotos, por sua capacidade de destruição danificam justamente infraestrutura tecnológica. Na Colômbia se desenvolve uma plataforma visando tornar eficiente a prestação de serviços de telecomunicações nas emergências e desastres durante o sinistro e posterior a ele. Outro ponto de busca por soluções no uso da internet das coisas é na segurança pública, ou melhor, segurança cidadã. Visando diminuir o tempo de resposta com base na imagem de alta definição e interconexão setorial, acesso à bases de dados com videoconferências, uso de criptografia eficiente e etc.
Como vemos, pouco se fala entre nós da quarta revolução industrial muito por conta de nossas prioridades serem outras. Infelizmente são escândalos políticos, incompetência e inoperância o nosso foco. A verdade é que isso certamente repercutirá no aumento do fosso entre ricos e pobres como ocorrido em revoluções anteriores. Nossa indústria, para não sucatear, necessita se libertar de discussões chapa branca e partir à soluções autônomas porque não têm saída; ou é assim ou não será. O risco de possuirmos vitrines ou ilhas de excelência é serem somente mais um paliativo em dizer, nós também temos, nada mais.

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