Passado, presente e futuro

Pelo El Nino, mãos humanas, aquecimento da terra e agravados por altitude, falam em seca dos 2.337kmº do lago Poppó na Bolívia. Em paralelo, falam em seca do rio Sambingo na bacia hidrológica colombiana. O caso do Poppó nos Andes, descoberto por Jim Allen em 1998 e descrito como Atlântida de Platão, envolve vasta planície na famosa cadeia de montanhas. Depois do lago Titicaca, segue como o segundo maior, envolvendo pequenos charcos com fauna e flora peculiares. Ambos serviam a navegação entre Peru e Bolívia, avisando que a queda do nível aquoso do TIticaca é sazonal mas a do Poppó parece irreversível.
Cientistas explicam que empresas mineradoras, desviaram suas águas para extração do cobre e outros metais desde de 1982. Por conta das secas do El Nino e altitude, o lago já tinha dado ignorados sinais de morte em duas ocasiões em 40 e 90. Com o aumento da intensidade dos fenômenos acima nos últimos 30 anos, com o desvio das águas para agricultura e mineração, mais contaminação e evaporação pelo aumento da temperatura, surge o roteiro para condições semelhantes no mundo inteiro. Com o tempo, a terra vizinha se acidificou por aumento de salitre decorrente às novas condições. O êxodo pelo fracasso na pesca foi inevitável, prevalecendo besouros por conta da matéria orgânica em decomposição. O vento, por sua maior intensidade, danificou casas dos povos locais, que pelo conjunto da obra, emigraram.
Ciclos humanos, via pensamentos dominantes regionais, deixam no mundo e na vida em si, rastro de destruição. Lembrar que a finada URSS promoveu grande projeto de irrigação do rio Volga e retirada de água do lago Aral para cultivo de algodão, o que danificou gravemente o ambiente regional principalmente pela queda do volume hídrico. Em Israel, a ideia das fazendas coletivas usou água irrigada do rio Jordão que hoje manda sua conta, via conflitos armados com os povos vizinhos. Lembramos que o Jordão nasce na região do Golan, sem falar do Himalaia ou China. Lembramos que a atividade mineradora poluente, o desvio indiscriminado de água à irrigação, forte entre nós, seca e aquecimento levaram à míngua o São francisco. A queda de volume do rio Paraíba, que no passado pela abundância, permitiu seu desvio ao rio Guandu, solucionando o problema de falta d’água na baixada fluminense e levando para bem longe matéria fecal inconveniente, não passam de recordações. Foi assim!

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s