População e energia

Estudando a relação entre o crescimento da população humana e o uso da energia, os pesquisadores John P. DeLong e Oskar Burger afirmam que nos últimos 50 anos houve inversão de uma tendência de 400 anos, começando o crescimento populacional a perder para o consumo de energia. Por tal, cada geração subsequente produz mais energia por pessoa que sua antecessora, coisa analisada sobre estudo do crescimento populacional de 500 milhões à mais de 7 bilhões em 450 anos avaliados. Pela pesquisa, o aumento da oferta de energia per capta caminha até a capacidade suportada pela terra, e finito, o número de pessoas que podem sustentá-lo em equilíbrio, raiz do desequilíbrio do crescimento exponencial da população, na prática, cada vez mais rápido.
A história do crescimento global da população humana sempre incluiu períodos envolvendo três regimes, ou, exponencial, super-exponencial e dependente da densidade. O super exponencial ocorreu por volta de 1900, o exponencial entre 4000 ac e 1000 ac e o sub linear dependente da densidade a partir de 1980. Avaliam ainda flutuações inesperadas na relação população/energia em determinados pontos da história humana. Dados mostram que os rendimentos per capta de energia flutuaram em períodos de turbulência sócio-econômica e ambiental, como por exemplo, a pequena idade do gelo, revolução industrial, primeira e segunda guerras mundiais e crises do petróleo na década de 1970.
Projetando que a terra em 2100 terá entre 9 e 13 bilhões de habitantes, salvo inesperados, suspeita-se que o crescimento exponencial das populações, resultante da capacidade de carga determinada pela disponibilidade energética, manterá o ritmo igual ou superior à taxa de crescimento populacional. Para haver o crescimento sustentável é relevante o tamanho da população, sendo imperfeita a compreensão entre forças que configuram o crescimento populacional e seu declínio.
Em relação aos eventos humanos o estudo direciona ao expoente populacional de energia que cai durante e aumenta sua variabilidade temporal anterior nos períodos de mudança social, política, tecnológica e ambiental. Considerando como fornecimento constante de recursos à população, sua disponibilidade per capta tende a diminuir, à media que esta se desenvolve. A escassez leva a um menor consumo reduzindo taxas de natalidade e aumentando as de mortalidade. Teoricamente como ideal a taxa de crescimento populacional inclui a de natalidade igual a mortalidade atingindo o que chamam equilíbrio dinâmico. Daí concluírem que a densidade populacional depende da disponibilidade de recursos. É fato que o uso da energia se liga à dinâmica da população tanto como a construção e distribuição de bens de serviços, levando a produção alimentar no sistema sócio econômico global. Vivemos instabilidade no rendimento energético que poderia estar ligado a processos sociais ou políticos alterando o regime de crescimento populacional. Tal estudo, de forma resumida, nos provoca a sair do pensamento cartesiano binário ao pensamento mais global com todos os ônus e bônus.

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