Mais valia

Definir qualidade de vida é passível de questionamentos. Consideremos ‘qualidade’ como propriedade em avaliar serviços e ‘qualidade de vida’ como condições envolvendo bem-estar emocional, mental, físico, intelectual, com laços sociais e familiares. A modernidade impõem avaliações sobre qualidade de vida, passando por indicadores de sucesso econômico como renda per capta, riqueza e emprego. Devem ser incluídos aí, meio ambiente, saúde física e mental, educação, segurança e infra estrutura ambiental que se vive. Conceitos de liberdade, direitos humanos e inclusão social compõe a prosperidade humana, satisfação e aceitação da vida. Há um ranking do Economist Intelligence Unit (EIU) com 30 fatores que classificam as melhores cidades a se viver. Estabilidade, infra-estrutura, educação, saúde e ambiente, colocam entre as dez melhores, quatro australianas lideradas por Melbourne e três canadenses encabeçadas por Vancouver, em segundo Viena, oitavo Helsinque e décima Alckland na Nova Zelândia. Vale dizer que não aparecem latino americanas, brasileiras nem pensar, com americanas e europeias ficando atrás com as exceções mostradas acima. As melhores situadas têm como características o médio porte, serem em países ricos, baixa densidade populacional, grande atividade recreativa, baixo nível de criminalidade e infra-estrutura não sobrecarregada (sabemos o que é isso). Encerram a lista Caracas, Kiev, Trípoli e Damasco.
Já ‘felicidade’, de forma simples, é sensação de bem estar e contentamento. Pelos critérios de países mais felizes do mundo, estão produção de vida longa, feliz e sustentável. Daí criarem escores do índice geral considerando os países mais felizes baseados na sua expectativa de vida, bem estar da maioria e a chamada pegada ecológica. Pegada ecológica é a quantidade de terra necessária ao fornecimento das necessidades de recursos, mais quantidade de terra com vegetação suficiente à absorção de CO2 e CO2 incorporado aos produtos consumidos. Já ‘satisfação com a vida’ compreende a sensação de vitalidade individual, oportunidades a realização de atividades, recursos em lidar com o que não dá certo, relações comunitárias, familiares e de amizades. Englobando tais critérios, a Costa Rica lidera seguida do Vietnã, além de Brasil (21), Noruega (29), Suíça (34), Inglaterra(41), Alemanha (46), França (50), EEUU (105), Luxemburgo (138) e em último Botswuana (151).
Em relação as conclusões dos eventos acima fica à percepção de cada um. Em relação a satisfação em tarefas executadas, talvez valha redimensionar o termo válido para a economia e criado por Karl Marx, de ‘mais-valia’ ou disparidade entre salário pago e valor do trabalho produzido. Se englobado no todo, via modernidade, talvez nos mostre o significado do valor da força de trabalho, ou tarefa, gasto pelo indivíduo na sua produção e não valorizada ou reconhecida. Caso compreendamos a adaptação moderna do termo marxista e o atualizarmos, entenderemos talvez, o por que, das dez melhores.

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