Interações

O El Nino atual, é entre todos, com probabilidade de maior intensidade desde 1997. Considerar que o fenômeno conhecido há muito por latino americanos, e entre nós, mais recentemente falado, já se encontra incorporado ao cotidiano pelos benefícios e prejuízos. Ao pensar no fenômeno temos que avaliar sua influência na economia e formas de vida dos habitats envolvidos. Parece comprovado que o aquecimento marítimo gera uma corrente equatorial no Pacífico, que interagindo com ventos, modifica o clima no mundo inteiro. Além do aquecimento das águas no Pacífico, mais evidente na costa peruana entre a superfície e profundidade de 100 metros. Michael Ferraro da aWhere Inc do Colorado, diz que a medida que as águas se aquecem próximo a superfície, o clima se converte num rio que cai do céu.
Inundações no Peru, causando recessão econômica por conta de altas no café, chocolate e açúcar. Na Austrália e Índia, secas intensas pela latitude específica e escassez de vegetação. Há ainda relação com aumento de furacões no Pacífico e sua diminuição no Atlântico, além de Inverno mais ameno e úmido nos EEUU. Danos mais evidentes como alterações na pesca comercial, perdas humanas por inundações e frio, maiores gastos com calefação no inverno, de forma geral, impactam a economia global. Convenhamos que esta modificação ocorrida no oceano Pacífico pressiona os reflexos do aquecimento dos gases efeito estufa.
Fato é que o atual El Nino, oficialmente iniciado em março passado com auge em dezembro, perderá força na primavera boreal ou do hemisfério norte. Sempre existiu, apesar de nos tempos mais atuais, passar a ser fator de forte influência ambiental, agravando secas em regiões de escassa vegetação e fortes inundações em regiões mais verdes. O problema é que o fenômeno não possui um padrão estável com inconstância de intensidade e previsibilidade. Aí, só na hora!
Nota relevante: A casa Branca avisa que o Goldman Sachs, o Bank of America e mais onze empresas americanas se comprometeram em investir 140 bilhões de dólares em soluções ecológicas. Apple, Google y Berkshire Hathaway apoiam a iniciativa Obama em linha com a reunião do clima. O objetivo é 1.6 gigavaits de energia renovável, em cumprida a meta, feita pelas 13 companhias. O Goldman Sachs se diz próximo ao cumprimento em investir 40 bilhões de dólares para 2022, o Berkshire Hathaway quer investir 15 bilhões, a Alcoa, gigante do alumínio, quer reduzir à metade suas emissões em 10 anos. O Bank of America aumentará sua iniciativa em 75 bilhões o mesmo acontecendo com o Google e Apple. A Cargill promete eficiência no uso da energia e água, a Coca-Cola reduzirá suas emissões de carbono em 25% até 2020 e a GM, idem, na redução de resíduos em 40% até 2020. Favor não se esquecerem do terceiro mundo porque eles também passam no caixa.

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s