Mais que alteração térmica

O relatório “State of Nature” da UE compilado entre 2007 e 2012, avisa que 77% dos habitats europeus estão em estado deplorável contra 16% de conservação favorável. 47% encontram-se em situação inadequada e 30% em mau estado causando maiores preocupações prados zonas úmidas e habitats nas dunas. As maiores ameaças são agrícolas, pelos métodos usados, e uso excessivo de pastos. Sem falar da água pesca e aves onde 32% das espécies estão em declínio ou sob ameaça.
Segundo o Secretário da Organização Meteorológica Mundial, o custo da inatividade é alto em se tratando de mudança climática, insuficiente até o momento, o acordo de redução dos gases efeito estufa. Diz: “necessitamos compromissos mais ambiciosos antes da cúpula de Paris” na qual devemos aproveitar, construindo um novo compromisso universal e vinculante para afrontar a questão. Não há desenvolvimento sustentável sem levar em conta mudanças climáticas (esta é para o agronegócio), finalizando, com a afirmação que a mudança climática é muito mais que alteração térmica. Para ele, uma das facetas da negociação do clima é chamada de mitigação ou atenuação do dano potencial causado sobre a vida e os bens causados por um evento. Daí fazer coro à redução dos gases buscando minimizar a amplitude da mudança climática. Por conta de várias partículas do aquecimento já estarem presentes na atmosfera há bastante tempo, a solução é nos adaptarmos as suas consequências, tais como, aumento do nível dos oceanos e impactos na agricultura saúde ou eventos extremos.
Na questão econômica constata que países mais pobres não têm capacidades financeiras, humanas e técnicas como os mais ricos para a adaptação aos danos já estabelecidos. Apesar do fundo verde de 10 bilhões de dólares/ano, buscando em 2020 100 bilhões, devendo ser agilizando na reunião de Paris. Com Impactos diversificados no ciclo hidrológico nas mais variadas regiões e amplificações no ciclo da água, com maior escassez em regiões com escassez e ondas de calor alternando com inundações. Sem falar dos eventos extremos com maior frequência de ciclones e tufões. Em países com grandes deltas como Egito e Bangladesh a elevação do nível do oceano elevará a vulnerabilidade regional, ao passo que na América Latina Ásia Central e bacias do Mediterrâneo, haverá um processo de desertificação. Outro agravante é o colapso térmico ser maior nos oceanos e continentes mais elevados, isto é, quanto mais alto maior o aumento da temperatura. A hora é esta com a reunião de Paris.

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