Alemanha 2060

O diretor do serviço alemão de estatística Roderich Egeler, relata que a população alemã seguirá crescendo pelos próximos cinco ou sete anos, iniciando a partir daí, um processo de declínio. Em 2060 haverá redução em oito milhões de habitantes. A Destatis chefiada pelo Sr Egeler prognostica queda da população alemã dos 83 milhões atuais para 73 ou 68 milhões em 2060. Egeler fala que o declínio populacional deverá ser acompanhado por baixo nível do fluxo migratório, devendo chegar aos patamares citados, já contabilizada a imigração; isto foi falado na versão atualizada de prognóstico do crescimento demográfico.
Nos avisa ainda que, um em cada cinco alemães possui hoje 65 anos ou mais, e em 2060, esta proporção será de um em três cidadãos. Acrescente-se aí que a baixa populacional alemã vista entre 2003 e 20011, a maior desde 1945 e freada pelos estrangeiros, inverteu a tendência até 2013. As causas do descenso populacional alemão acompanham a onda mundial ou índices de mortalidade maiores que natalidade. O grande dilema deles é que em futuro muito próximo haverá encolhimento da população na idade laborativa passando dos atuais 43 milhões aos 34 milhões.
Partiremos da máxima ‘crescimento econômico gerando empregos e riqueza alivia a pressão sobre governos’. Decerto que alterações no perfil populacional, via longevidade, mudarão em primeiro lugar a face do emprego, talvez com cara mais amadurecida, certamente substituindo o frenesi jovem por mais meticulosidade nas decisões, e quem sabe, queda no ritmo de crescimento. Além do mais, poderá haver modificação no seu perfil com vagas mais seletivas aos nativos e as menos especializadas aos imigrantes. Ainda no quesito mercado de trabalho, poderá se firmar o profissional especializado em cuidados aos mais idosos, aqui, de qualidade relacionada a solidariedade e respeito ao outro. Por fim governos provavelmente, salvo incertezas, serão menos pressionados no emprego ou crescimento econômico e mais na previdência dívida pública e arrecadação. Parece ser esta uma tendência de ricos e pobres com os ricos em melhores condições, e nós os mais pobres, ao nosso jeito.

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