Paradigma

No livro “A estrutura das revoluções científicas,” Thomas Samuel Kuhn designa que paradigmas (modelos ou padrões), termo criado por Ferdinand de Saussure em que “realizações científicas gerando modelos que, por um período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas na busca da solução à problemas suscitados.” Platão remete ao relacionamento com o mundo das idéias fazendo parte do mundo sensível. Enfim, são normatizações visando estabelecerem limites determinando modo de ação.
Pela crise de 2008, a busca de soluções e o frágil equilíbrio entre aumento de liquidez (dinheiro circulante) e deflação, parece que o mundo segundo especialistas, entrou num impasse econômico. Da parte dos bancos centrais esgotam-se políticas de estímulo à economia, parecendo estagnada, pelo fato que grandes capitais seguram o dinheiro evitando a atividade produtiva. Por conta de 85% das transações serem feitas em dinheiro, Kenneth Rogoff de Harvard e Willem Buiter do Citigroup propõe sua abolição, cujos opositores falam em restrição à liberdade no gerir seu uso. Taxas negativas sobre os depósitos acabam por levarem o grande capital à sonegação visando maiores ganhos. Bom lembrar que o controle monetário remove a principal característica do dinheiro que é o anonimato nas operações. Segundo Rogoff, defensor da ideia de acabar com o uso do dinheiro, a maneira de evitar a evasão fiscal, lavagem e contrabando seria eliminando-o fisicamente, mantendo somente notas de baixo valor. Buiter concorda que taxas negativas são ineficazes pois “ninguém terá seu dinheiro no banco a uma taxa negativa minguando sua riqueza enquanto puder mantê-lo sem qualquer redução.” Sobre isto propõe: abolição do papel moeda, existência de uma moeda de impostos e remoção da taxa de câmbio fixa e o coeficiente de depósitos.
Há que se convir que o mundo tornou-se, com o fim da segunda guerra, refém do dólar e o posterior Plano Marshall em que os americanos colocaram a máquina de fazer dinheiro para funcionar, aprisionando assim, o mundo econômico à sua moeda. Por conta do futuro, parece que tal sortilégio, por sua grandiosidade ficou fora de controle, provocando discussões à novas alternativas.

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s