Inesperado

Fazem quase trinta anos do grave acidente de Chernobyl no noroeste da Ucrânia, que deixou um rastro macabro de vítimas e contaminação ambiental. Composto por mescla de mais de 100 toneladas de urânio, uma tonelada de plutônio e elementos radioativos numa mistura semelhante a lava, o lixo nuclear resultante, até hoje, mostra altos índices radioativos. Acresce ainda, em risco de grave deterioração, toneladas de areia e boro jogados no momento do acidente, junto a líquidos radioativos no edifício acidentado. Após a explosão do reator e seguido de incêndio por 10 dias, construiu-se estrutura resistente composta por cimento areia e cal envolvendo o reator, como solução de contenção aos altos índices de radioatividade liberados via cúpula danificada.
Com o tempo e falta de manutenção, evidenciou-se deterioração necessitando solução definitiva e segura. Por isso o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento financia, a custo de 1.63 bilhão de dólares, um novo sistema de confinamento pesando 31 000 toneladas, que após implantação em 2017, chegará a 2.3 bilhões de dólares. A estrutura é desenvolvida para resistir terremoto de magnitude 6, tornado categoria 3 e temperaturas extremas entre -43º C a +45º C. Constituída por dupla camada formando cavidade entre as paredes, regula temperatura e umidade associadas a complexo sistema de ventilação por pressão negativa, que mantém a radioatividade confinada ao sistema.
Como vemos a conta é alta, a complexidade maior ainda, e os riscos incalculáveis para aplacarem os danos do grave acidente. Lembremos ainda que meios líquido e aéreo são excelentes disseminadores radioativos, e por tal, Fukushima mostra solução longe do fim cuja radioatividade chega ao Canadá. Visualizando ganhos em escala, emergentes com alta população desenvolvem projetos nucleares. Vietnam, Myanmar, Jamaica, Malásia e Bolívia têm discursos nucleares aceitos principalmente por russos. A grande questão é, pelo alto custo da tecnologia e endividadas, conseguirão investir em segurança nuclear?

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