Terremoto político

Definidas como verdadeiro terremoto político, as últimas eleições na França e Espanha viram surgir o embrião do tripartidarismo, que não existia a tempos atrás, consequente a estagnação econômica europeia. Segundo a mídia o bipartidarismo não morreu, somente iniciou o caminho do fim de como está organizado. Sondagens mostram que a tendência geral é de estabilização, tal qual a economia estagnar em determinado patamar, e a partir disso, estabelecerem renovados níveis de relacionamento. Importante lembrar que parece um fenômeno visto na Áustria, Alemanha, Suécia e Reino Unido ou dissidência republicana do ‘Tea Party’, mais à direita, ameaçando igualmente os americanos.
Na França a ultra direitista Frente Nacional avançou limites considerados incontornáveis, ao lado dos dominantes Movimento Popular (UMP) e Partido Socialista (PS), sugerindo instabilidade nesta alternância. O Le Monde avisa que a extrema direita progrediu em áreas insensíveis a seu discurso, e como fala Gérard Courtois, “o que fica totalmente avesso com este tripartidismo é a regra elementar do jogo político e eleitoral dos últimos 50 anos”. No caso da Espanha surgem o ‘Podemos e o ‘Cidadãos’ obtendo um quarto dos votos, colocados como terceira e quarta forças políticas do país. O ‘Podemos’, Syriza espanhol, quer acabar com a austeridade por lá. O ‘Cidadãos’, mais ao centro e criado em 2006, cresceu por bandeiras de combate a corrupção e descontentamento econômico.
Como vemos o predomínio do bem estar material e bi partidarismo, direita e mais ou menos direita, parecem em questão pela estagnação econômica, sensação de inoperância política e corrupção. Daí, não ser fim absoluto mas a transição que colocará muitos acordos em questão. Lembremos que na balança dos valores entre política e economia, parece prevalecer interesses econômicos sobre os políticos; tendência esta, vista nos recentes conflitos internacionais. O dilema inglês e francês colocando em questão suas presenças na UE, talvez seja o preenchimento por russos e turcos do vazio deixado. Entre os pobres, o arrocho econômico questionado pela esquerda radical grega, até aqui, sugere prevalência da economia sobre o discurso e nada mais. Enquanto isso, aqui, além do ajuste econômico e lava a jato, assistimos duelo entre governo e governo. De resto, tempo e lugar mostrarão a verdade.

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