Crenças e respostas

Crenças Antigas defendiam que os deuses apareciam em sonhos e viviam a realidade cotidiana, e o conteúdo destes, considerado mensagens divinas. Por conta, Eric R. Dodds no livro ‘The Greeks and the Irrational’ nos fala que para ser produzido um sonho considerado divino eram praticadas técnicas como jejum, orações ou mortificações, e por tal, se poderia entrar na denominada segunda realidade ou transe perfeito. Hoje os sonhos são considerados como produtos cerebrais, apesar de ainda se considerar visões obtidas via transe produtos do sobrenatural. No século II a.c., Posidônio, defendia que os seres humanos entravam em contato com o sobrenatural no chamado delírio profético, no sonho, e na morte. Já Homero pensava que figuras recordadas pelos sonhos poderiam ser Deus, espírito, mensageiro por missão profética, aconselhamento ou advertência. Giambattista Vico, filósofo italiano, no livro ‘Antiga sabedoria dos italianos’ escreveu: “se os sentidos são faculdades, olhando, fazemos as cores das coisas, degustando, seus sabores, ouvindo, seus sons, e tocando fazemos o frio e o calor”. Foi a partir de Aristóteles que o sonho passou a ser julgado como veículo de expressão divina, supondo que os humanos entravam em contato com seres sobrenaturais.
A partir disto, a ciência tende ao pensamento que crenças cognitivas podem ser tão potentes como as intervenções farmacológicas, modificando processos cerebrais, biofísicos e na transformação do comportamento pessoal; condicionariam resposta neurológica. Tal assertiva é corroborada por pesquisadores do Virginia Tech and Research Institute dos EEUU, quer dizer, a utilização de placebos (substâncias sem efeitos anunciados) comparada à medicamentos reais e estudados pela ressonância magnética, mostram significativas alterações. Daí a conclusão que crenças têm um fator de influência nos tratamentos em geral, na realidade cotidiana e etc. Fala-se em dificuldade cerebral de separação das identidades entre primeira e segunda realidades, no tocante à experiências místico-religiosas espirituais ou transcendentais.
As crenças e suas respostas estão presentes no inconsciente humano desde a antiguidade, e com o passar da idade, via amadurecimento, passam ou não, dependendo da solidez; por exemplo, Deus, passa ou não? Acumular, passa ou não conforme a idade? E aí,(?) vamos para o infinito ou para baixo da terra?

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