Intuição

Nos ensina a neurociência que qualidades secundárias ou cores, gostos, odores e termo-sensações dos objetos, nada mais são, que criações cerebrais. Daí, não se inserem na realidade exterior mas são atribuições de regiões corticais cerebrais que fazem os impulsos chegarem aos órgãos dos sentidos. Quer dizer, o cérebro projeta, segundo neurocientistas, ao mundo exterior aquilo que gera internamente dando a sensação que tais qualidades secundárias são originadas no mundo exterior. Disto, concluem que órgãos dos sentidos são neutros, e quem vê, ouve, sente cheiro e gosto é o cérebro, não existindo um único mundo exterior, mas vários, dependendo de como o sujeito percebe os diferentes estímulos. Tal premissa, encontra eco em exemplos da natureza como a presença de detectores de raios infravermelhos, denunciando nas serpentes, o calor das presas. O sistema lateral dos peixes detecta movimentos e pressões da água circundante. O Sonar dos morcegos, via alta frequência, orienta os mesmos às cegas. Daí a ideia que o mundo exterior destes animais ser distinto ao nosso, existindo vários mundos, cabendo ao sujeito percebê-los. Tais estímulos, pela ótica neurocientífica, incidem nos receptores dos órgãos sensoriais transformando-os em linguagem compreensiva ao cérebro.
Tal desenvolvimento neurocientífico, encontra eco em tempos idos, com Demócrito, por exemplo, dizendo que negar a existência de vários mundos seria contra-intuitivo ou o contrário ao que chamamos de intuição ou sentido comum. Por um ótica menos científica talvez, diríamos que intuição (considerar, contemplar) é entendimento ou identificação de coisas, sem dependência de conhecimento, conceitos ou avaliações. Pela ótica de Carl Jung, “cada um tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”.
Por maior rigor científico que possamos dar a neurociência, temos que admitir haver um pé na intuição; muitas de suas explicações apontam tal caminho. Um coisa todos parecem concordar, que a vida é movimento dado ao materialmente inexistente, e a morte, inércia e degradação da matéria; o que provoca tal ciclo é a questão.

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