Incertezas

Pesquisares do MIT desenvolveram um software permitindo ao agente especificar limiares de restrições e confiabilidade de qualquer tarefa solicitada. Tal se funda na teoria de Grafos que estuda relações entre objetos combinatórios de um conjunto chamados grafos. Um grafo representa dados constituídos por nodos (círculos) e bordos ou linhas conectando os nodos. Um problema de programação representa um grafo, os nodos, representam eventos e os bordos a sequência em que ocorrem. A aplicação está, entre outras, na investigação da incerteza ao acaso que gera o imprevisto e o complexo. Tendo por base algorítimos (sequência definida de instruções lógicas e finitas a fim de executar tarefa ou resolução de problema), que em forma de grafo, agrega bordos dados pelas restrições do planificador, o sistema por conta das limitações apresentadas, indica o provável sucesso sugerindo alternativas. Trabalha neste caso com probabilidades, pela complexidade de cálculos, dirige-se em direção ao desequilíbrio gráfico recompondo o algorítimo inicial.
O maior inimigo do planejamento chama-se inesperado associado a incerteza, ou um evento não percebido previamente mudando a trajetória do modelo imaginado. Se considerarmos o sistema sudeste centro-oeste brasileiro, na premissa do caos, diremos que a sucessão de micro eventos comparados a grandiosidade do todo, nos levou a situação atual do Cantareira e de nossa produção elétrica. Desmatamento, formação de pastos e monoculturas gigantes, represamento de rios e queda de sua velocidade, destruição dos mananciais, incluindo aí, as megalópolis. Daí, imaginamos que “nada será como antes amanhã;” melhor ou pior, nunca igual. Tudo pensado no modelo acima em formato linear progressivo, não considerando que inserções locais modificam o sistema como um todo. Como não temos um software que nos dê um modelo de nossas inserções no ambiente, com o aval do El Niño, pensemos que alterações vigentes nos levaram a falta de chuvas. Daí, o grito de quais modificações devemos proceder nas mega monoculturas, nos pastos, nas represas e megalópolis para retornarmos a um regime regular de chuvas. Decerto, não serão por meio de passeatas greves ou guerras.

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