Pontos de vista

Heródoto é considerado o ”Pai da História” por utilizar em primeiro lugar a palavra ‘historie,’ no sentido de indagar ou investigar causas. Com a vida marcada por duas guerras, uma delas entre Esparta e Atenas, que contribuíram ao desenvolvimento político militar grego, além de colocá-lo em contato com povos da Ásia Menor. Utilizou métodos de pesquisa e observação recolhendo fontes, dando sentido avançado aos fatos de sua época.
Com esta ótica os gregos prepararam auditoria de sua dívida pelo agravamento econômico pós 2010, já que esta em mãos privadas adquire um perfil público, via bônus novos, sendo 80% deles com o FMI. Além do FMI houveram empréstimos entre estados membros, BCE e EFSF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira). Do ponto de vista grego, o objetivo seria uma proteção ao sistema privado em caso de moratória, livrando do risco, investimentos privados. Por conta disso, o mercado seguiu comprando em condições vantajosas bônus emitidos por tais entidades públicas. Ainda na ótica grega, houveram indícios de ilegalidades como a proibição de resgate entre estados membros (art.125, sect 1, TFEU), via fundo EFSF, com função de facilitar o financiamento à Grécia; tudo para proteger o sistema privado num calote. Daí, PIB em queda de 25%, desemprego de 26%, população em risco de pobreza na casa dos 35,7% e graves danos ao entorno democrático, ou seja, ilegalidades. O mais grave, segundo os gregos, são tais medidas manterem artificialmente o funcionamento do sistema financeiro, quer dizer, pagando dívida com empréstimos numa espiral negativa. Finalmente, dívida pública de 181% do PIB e o estado desembolsando empréstimos a longo prazo para quitar no curto prazo.
Pela Presidente do Parlamento grego Zoi Konstantopoulou, a Siemens desde 1993 faz negócios por lá à propina de 10% dos contratos aos funcionários públicos e políticos, com auge nas olimpíadas de 2004 obtendo vantajosos contratos; só um exemplo. A querela da Siemens foi encerrada com o pagamento de 90 milhões de euros considerado pelo atual governo como intolerável. Para eles estão em jogo no atual momento, sua condição de existência soberana e a continuidade ao respeito dos direitos humanos na Grécia. Para as oligarquias financeiras, uma lição a ser aprendida por um projeto autoritário europeu. Para a economia do continente, um fundo cego numa moratória grega pelo impacto de 2% no PIB da Eurozona. Caso nos interesse, e se possível, tiremos alguma lição.

Anúncios
Esse post foi publicado em geral e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s