Massacres

Não custa nada relembrar que quadrilha é quando um grupo de pessoas se agrupam para cometerem crime. Já o crime organizado, é estrutura hierarquizada a base de um sistema piramidal, focada principalmente no medo, com ganhos e perdas dependendo do comportamento e atitudes principalmente de lealdade; em suma, quando alguém chega ao topo, raramente questiona os demais pois a peneira já foi feita. Nesta premissa, o lado espanhol da América latina tem um histórico de grandes massacres, talvez pela colonização neles baseada, enquanto a portuguesa fundamentava-se na escravidão e medo.
Tomaremos o México como exemplo de país prevalente nos massacres, não só pelo prefeito que mandou executar os 43 estudantes que faziam um protesto, mas pela relação perigosa entre o poder público e o crime, com forte influência por lá, talvez atravessando o limite do tolerável. Pela ordem cronológica vejamos: junho 2010 encontrados em Taxco uma vala comum de uma mina abandonada contendo 55 cadáveres com mãos amarradas e olhos vendados. Agosto do mesmo ano, 72 centro americanos mortos por parte do cartel mexicano Os Zetas. Um aviso que estavam entrando no negócio de tráfico humano e que deveriam pagar pelas rotas que utilizavam. Em 2011, achados em São Fernando 193 cadáveres próximo a fronteira com os EEUU. As vítimas eram imigrantes centro americanos que iam de ônibus para os EEUU. De abril a outubro deste ano 330 cadáveres foram encontrados em fossas clandestinas em Durango, controlado pelo cartel de Sinaloa, talvez a mais poderosa organização de narcotráfico do mundo; detalhe: só 33 foram identificados e entre eles, um prefeito e um ex deputado com familiares. Em maio de 2012, 49 pessoas foram massacradas no estado de Nova Leon, atribuída ao cartel Os Zetas, um grupo de desertores das forças especiais do exército mexicano, braço armado do Cartel do Golfo, uma das maiores ameaças a segurança do México. Em novembro de 2013, no município de Barca foram achados 60 cadáveres provavelmente vítimas de disputas entre cartéis rivais, disto, detiveram 20 policiais locais por possível participação.
Como vemos há na América latina a partir da década de 1980, um esquema baseado no tráfico de drogas, medo, massacres, infiltração no poder com algumas nuances culturais, variando de país para país. Entre nós, certamente são muito menos violentos que os irmãos da América espanhola, mas no geral e a longo prazo, tão violento como os demais. Decerto a solução ou o controle levará outros 30 anos até que possamos falar em situação controlável; por enquanto, nada.

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