E-governo

Nota relevante no The New York Times, nos informa que os estonianos criaram o cartão de identidade inteligente com acesso em torno de quatro mil serviços, desde bancos, a registro de empresas visando autorização de pesca. No cartão multiuso, consulta-se registro de saúde, encomenda-se medicamentos sujeitos a receita médica; tudo via smartphone. Lá, quase todo mundo preenche a declaração de imposto de renda on line, em minutos, via net. O jornal americano diz que o e-governo estoniano é líder “com um orçamento reduzido.” Pela bagatela de 50 milhões de euros/ano em tecnologia de informação, a maior parte investida em empresas locais criadas sob o regime soviético; verdade que tudo isto é num país de 1 milhão e 300 mil habitantes. A causa da solução via internet foi falta de dinheiro pelo fim da URSS acrescido o fato de baixa população. O resultado é que tal investimento acabou por tornar a Estônia competitiva com a UE baseando-se, segundo o NYT, na estratégia de aos 15 anos o cidadão receber um cartão de identidade com um microprocessador e informações pessoais permitindo acesso a serviços públicos e comerciais; tudo devidamente protegido. Outro fato colocado pelo NYT são as infraestruturas chamadas X-Road, que servem de ligação entre bases de dados públicas e privadas com os serviços digitais, permitindo troca de informação devidamente autorizado pelos utilizadores.
Já o semanário estoniano Eesti Päevaleht, afirma que qualquer europeu pode solicitar o cartão e-residente desde “que se desloque, pelo menos uma vez a Estônia para comprovar sua identidade perante uma instituição nacional”. Tal cartão e-residente é semelhante ao documento de identidade podendo ser utilizado no mundo virtual e real via assinatura digital. O jornal conclui que “a vontade dos estonianos em utilizar produtos digitais distingue-os dos franceses e alemães” pela posição hostil destes em relação a preservação de dados online. A experiência estoniana nos avisa que foram alvo de poucas violações de segurança, possuem a confiança da população pois são serviços seguros e baratos em relação aos tradicionais.
Talvez fosse razoável um questionamento ou o que teria um país proveniente da cortina de ferro, com uma população homogênea, vivendo em clima frio, ensinar a outro com uma população heterogênea 150 vezes maior, imersa em uma diversidade cultural abrangente e num clima tropical?  A resposta é simples: a prioridade no uso da internet. Enquanto privilegiamos o uso recreativo, eles priorizam o produtivo criando esta mentalidade nos mais jovens. Mesmo no uso da informação entre nós, a prevalência é recreativa e certamente repercutirá num futuro não muito distante.

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