O desejável e o possível

Na onda dos acordos ponto a ponto e não entre blocos, a UE busca fazer acertos com países individualmente, e entre os mais pobres estão produtos agrícolas, pesca e não manufaturados. No caso da pesca, caso saia o máximo de acordos, talvez a pilhagem oceânica, que continua à solta, teria alguma chance de ordenamento, pois o contrário, não ficará pedra sobre pedra. Como podemos notar, o caso das baleias envolve nações ditas civilizadas como Noruega, Japão e Islândia que relutam em aceitar a decisão de Haia; há outro jeito ?
No caso da pesca, houve um acerto entre Cabo Verde e UE mas representantes pesqueiros criticaram seu governo pois acharam que os acordos do Marrocos e Guiné Bissau foram melhores que os deles; a reação governamental foi que “não é o desejável mas o possível.” Entrando em vigor em setembro passado, prevê que receberão 550 mil euros nos dois primeiros anos e 500 mil nos dois seguintes; quem sabe, incluindo o desvio, sonegação ou multinacionais instaladas em países vizinhos que acabam ganhando nos dois lados. Segundo a UE, esta grana destina-se a promover gestão sustentável da pesca reforçando o controle marítimo e apoio à comunidades pesqueiras. Pelo acordo, 71 embarcações oriundas de Portugal, Espanha e França, podem pescar atum e outras espécies migratórias em Cabo Verde pelos próximos quatro anos. Os críticos dizem que os europeus estão limpando o mar de Cabo Verde, colocando em perigo espécies marinhas como tubarões por exemplo, apesar do arquipélago reconhecer não poder controlar seu mar territorial e muito menos fiscalizar.
Há no caso dos Oceanos duas óticas principais, o mar sob controle das nações e o internacional. Esta situação, muito pela sua imensidão, deixa à mostra uma gama de possibilidades visando cada vez mais dilapidar o oceano. De forma necessária, os governos em geral devem ter políticas de controle e exploração das áreas sob sua jurisdição, e na parte internacional, as empresas que não só exploram mas trafegam por esta parte do oceano, têm que em algum momento, e de forma voluntária, desenvolverem projetos de conservação, caso contrário, a fonte seca. Ainda há tempo; antes tarde do que nunca !

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