Verdade inconveniente

No Fórum sobre desenvolvimento em Davos no ano passado, teve certa visibilidade entre os melhores PIBs, a desigualdade e pobreza enfatizadas como discussão no tema desenvolvimento. Segundo Klaus Schwab idealizador do fórum, “Não podemos nos dar ao luxo em permitir que a próxima era de globalização crie tantos riscos e iniquidades como oportunidades. Hoje, enfrentamos uma situação onde a quantidade de potenciais pontos álgidos é enorme e provavelmente aumentará.” A conclusão que a globalização aumentou a desigualdade é um bom começo em se tratando dos mais ricos. Tal fato se alinha ao informe divulgado por lá ano passado, nos dizendo: “É essencial orquestrarmos soluções inovadoras para causas e consequências de um mundo que está se tornando cada vez mais desigual”
Segundo a OXFAM, ONG participante do Fórum, os 85 mais ricos tem metade da riqueza mundial; convenhamos que individualmente a vida está resolvida. Como nos fala a diretora Winnie Byanyima: “Não podemos ganhar a luta contra a pobreza sem abordar a desigualdade.” Cita como raízes da questão, a desregulamentação fiscal, paraísos fiscais e seu sigilo, práticas empresariais anticompetitivas, impostos menores aos mais ricos e piora financeira nos serviços públicos por conta da crise de 2008 com a maioria pagando a conta. Afirma que indivíduos e empresas mais ricas guardam bilhões em paraísos fiscais, inclusive “na África, corporações mundiais (particularmente as do setor extrativista) exploram sua influência para evitarem impostos e taxas, reduzindo os recursos disponíveis aos governos combaterem a pobreza.” Já Martin Hojsok da ActionAid, ONG que não participa do Fórum, diz que “A evasão fiscal e incentivos tributários prejudiciais estão ligados à desigualdade.”
Por falar em incentivos fiscais dados à indústria no terceiro mundo, decorrente o fator China, que parece não livrarem setores industriais de sua crise, nos mostra que apesar disso tudo, nós latino americanos, continuamos fascinados pelo negócio China. Enquanto isso, o Alto Comissariado das Nações Unidas tem extrema dificuldade em arrecadar fundos aos refugiados do Iraque e Gaza e a OMS luta contra o Ebola perdendo pessoal especializado. A vida como ela é!

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