Black market

Mensurar corrupção, suborno, atividades e ganhos ilegais ou números do mercado negro tem que ser por ordem de grandeza, já que, dados concretos, só no mercado formal. A estimativa nos daria um parâmetro de sua influência na economia. Os números prováveis de fundos públicos perdidos com corrupção no mundo anualmente são da ordem de 1.6 trilhão de dólares; a UE paga cerca de 20 milhões de subornos anuais (isso mesmo), por exemplo. Os maiores mercados negros são EEUU 625,63 bilhões de dólares, China (261 bilhões), México (126,08 bilhões), Espanha (124,06 bilhões), Itália (111.05 bilhões), Japão (108,3 bilhões) Canadá (77,83 bilhões), Índia (68,59 bilhões), Inglaterra (61,96 bilhões), Rússia (49,04 bilhões). A líder da UE, Alemanha, está em 12º lugar com 39.67 bilhões, nós e nossos vizinhos, estamos assim: 16º Brasil (17 bilhões), 18º Colômbia (14.50 bilhões), 19º Venezuela (14.195 bilhões) e 21º Paraguai (13 bilhões).
Nos ganhos/ano das atividades ilegais temos: Medicamentos falsificados (200 bilhões), Prostituição (186 bilhões), Falsificação eletrônica (69 bilhões), Marijuana (141,80 bilhões), Jogo ilegal (140 bilhões), Cocaína (85 bilhões), Tráfico humano (32 bilhões), Exploração Ilegal de Madeira (30 bilhões), Pesca Ilegal (23,5 bilhões), Descarte de Lixo (11 bilhões) e Tráfico de Armas (1 bilhão). Os ganhos em dólares são: 200 milhões/ano com ópio no Afeganistão, um assassino colombiano ganha 600 dólares/mês ou 3 000 a empreitada e um contrabandista no Paquistão ganha 4 000/ano. Um traficante de pessoas no Canadá ganha 79.380 dólares/ano, em Nova York 100 000/ano e na Inglaterra 77 000/ano. Lavar dinheiro no México custa 15 centavos para cada dólar lavado e na Inglaterra a tabela é 8% da grana lavada, sem falar de prostituição roubo de material nuclear etc.
A corrupção entre nós é quase sinônimo de funcionário público, de carreira e políticos, existindo forte na atividade privada na compra de materiais, superfaturamento, tráfico de influência, sobrepreço, falência fraudulenta, roubo de informações sensíveis etc. Dentre os países latinos na liderança do mercado negro notam-se Espanha e México, nós e nossos vizinhos, estamos próximos um do outro na tabela apesar das assimetrias econômicas. Recentemente, venezuelanos e colombianos tentaram conter o contrabando de medicamentos ilegais. Chama atenção, maconha render mais que a cocaína, daí, o forte lobby à sua legalização. Singapura, país de 700 kms², combate a corrupção no serviço público com controle e supervisão dos funcionários, perda de todos os benefícios sociais e acréscimos a aposentadoria, e lá, obtiveram resultados; aqui, a questão é outra.

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