Dinheiro e suas relações

Conceituamos dinheiro como divisa circulante em uma determinada região usado como meio de pagamento nas transações econômicas. Importante dizer que necessita a aceitação do valor pactuado pela sociedade em questão, importante ainda dizer que, o uso da moeda implica em duas condições básicas: que seja algo escasso e aceito pela população que a usa. A forma de conseguir dinheiro como meio intermediário de intercâmbio comercial é o trabalho. A escassez é mantida pelos bancos centrais que o emitem e zelam pela sua manutenção, caso o façam indiscriminadamente, ele perde valor. Quando pensamos no dinheiro, sempre o fazemos sob pontos de vista econômicos, acumulação ou perda, encarecimento via inflação, perda da capacidade em consegui-lo via emprego, mas deixamos de lado o impacto que este objeto como intermediário de nossas transações comerciais exerce sobre o nosso imaginário.
Nosso célebre doutor Sigmund Freud não nega o valor do dinheiro como meio da conservação individual e aquisição de poderio, com a ressalva que, nesta valorização individual, participam poderosos fatores sexuais. Nesta premissa, Dr Sigmund alega que o homem atual (em 1913, mas atual) observa nas questões financeiras a mesma conduta que nas questões sexuais com o dito: “o homem civilizado atual observa nas questões de dinheiro a mesma conduta que nas questões sexuais, procedendo com igual duplicidade, o mesmo falso pudor e a mesma hipocrisia” e conclui “se relaciona com a relação de perda, ruptura de vínculos e o libidinoso.”
Consideremos que questões econômicas como swap cambial, déficit público, inflação, balança de pagamento e etc, são questões referentes a relações entre homem e dinheiro, cuja base, está no individuo ou na família. Talvez a pressão social exercida pelos costumes seria a causa da maioria dos problemas econômicos consequentes ao comportamento em relação ao dinheiro em si. Lembremos ainda que caso as relações entre agentes governamentais, incluindo aí, convivência com políticos, lobistas, empresários privados, fossem mais equilibradas em relação ao dinheiro, decerto a espiral de crescimento indefinido e o consumo desenfreado pudessem ficar sob controle.

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