Do gênesis ao apocalipse

Os fundadores da empresa SXP Analytics LLC especializada em corretagem com ações em alta frequência foram judicialmente acusados de roubarem algorítimos de outra empresa de corretagem, a Quantalab, situada em Houston. Há sete anos, um físico ucraniano com um advogado de Milwaukee e outro sócio, fundaram a SXP conhecida como Xênia, uma santa da igreja ortodoxa, com o detalhe que o sócio ucraniano trabalhava na Quantalab, por ela despedido e acusado de roubar seus algorítimos de alta frequência.
A Quantalab é uma das maiores empresas em alta frequência com um volume entre 1,9 e 3% da negociação nos EEUU. Fundada em 1998 como fundo de cobertura, ao mudar de estratégia em 2001, contratou um matemático e o físico ucraniano em questão com a função de escreverem algorítimos para operações em alta frequência. Tais algorítimos detalhavam todos os preços de compra e venda de ações no curto prazo, e com isto, conseguiam pequenos ganhos em milhões de transações diárias. As empresas guardam segredo sobre seus códigos, e os da Quantalab, eram chamados de “pedra filosofal.”
Consta no processo que o físico ucraniano tinha aspirações em se tornar monge devoto da igreja ortodoxa russa e que emigrou aos EEUU em 1993. Consta ainda, que a Quantalab iniciou com um capital de 1,5 milhão de dólares faturando outros milhares entre 2001 e 2007. Por conta da religiosidade dos donos da SXP, os salários e bonificações dos funcionários não passavam de 100 mil dólares ano, que ao fim de 2006, questionaram os chefes sobre planos de remuneração. Por conflitos internos, um dos sócios da SXP saiu e denunciou os demais à Quantalab. A moral da história é que após conflitos internos a SXP encerrou suas atividades em 2012 vindo à tona doações por um de seus sócios de milhões de dólares à igrejas, refúgios para mulheres agredidas e clínicas de reabilitação de drogados, pulverizando assim ganhos obtidos.
A questão aqui é a simbiose entre conhecimento obtido em empresas, capital sem precedentes, e a presença da religião, no caso ortodoxa, como fator de fuga ou desvio de capital transferindo à instituições de fachada que acabam repassando à terceiros. Trata-se de um caso judicial envolvendo a igreja ortodoxa, mas várias outras convicções religiosas usam desta estratégia no terreno fértil das novas tecnologias existentes.

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