Front Running

Definiremos Front Running como antecipar-se, ser mais rápido em detectar algo, agindo de forma relacionada, e sobre ela, no momento oportuno. Lembramos que desde finais do século XX, tal iniciativa se evidencia com mais veemência nos meios empresariais e mercado de capitais, mais como forma de sobrevivência que ambição propriamente dita. Algumas empresas, por conta do modelo de negócio em que atuam, trabalham com informação em grande quantidade visando conectar-se com a sociedade e descobrir necessidades ou nichos de mercado, e assim, melhor desenvolver seus projetos que se traduzirão em produtos, serviços ou dinheiro.
No caso do mercado de capitais, a existência de ordens privilegiadas no sistema é bastante comum. Formam-se potentes redes de sucursais para captação de informação, transmitidas a postos chaves das empresas que as analisam e as modelam ao processo de planificação; concluindo: o negócio está na informação. O denominado Front Running existente no mercado de capitais é considerado ilegal. Veio à tona com força no caso Mardoff, que além de utilizar o sistema piramidal, usava o Front Running para engrossar ganhos. Consiste em se aproveitar de ordens de compra e venda que fazem os clientes à seus corretores, que pela importância ou valor pecuniário, se adiantam ao mesmo, e por conta da informação conseguida, compram antecipadamente os ativos solicitados, usufruindo assim, das vantagens que este cliente teria na compra das referidas ações. Esta prática foi denunciada em Wall Street e parece generalizar-se mundo afora. Pela sua ilegalidade e quebra da confiança, o corretor ganha dos dois lados interferindo no resultado do mercado. Outra alternativa, o chamado Front Running minoritário, visa saber das ligações dos clientes das corretoras com executivos das empresas, e com isto, se desfazerem de posições acionárias de acordo com as informações obtidas.
A questão da informação e seu uso nos remete ao escândalo da NSA. Deixa a suspeita de um verdadeiro mercado de compra e venda de conhecimento, oficial ou clandestino, incluindo aí, informações governamentais corporativas privadas e pessoais. Não passaria pela cabeça de ninguém que os EEUU tivessem a capacidade de entrar em todos os governos e empresas, e lá conseguirem sem que ninguém os visse, qualquer tipo de informação. O que não se fala é que os americanos parecem ter ido as compras, de forma oficial ou clandestina, envolvendo funcionários confiança. Fato é que os ofendidos ao fazerem suas reclamações nunca admitiram que o problema poderia estar dentro de casa.

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