Natalidade, pobreza e esterilização

Surge a notícia que a promotoria peruana retirou acusações contra ex membros do governo Fujimori, por conta de uma campanha de esterilização promovida nos anos de chumbo. Defensores dos direitos humanos falam em centenas de milhares de mulheres pobres esterilizadas contra a vontade nos anos 90. O motivo alegado pela promotoria peruana é justamente o contrário; que tais procedimentos foram de livre consentimento pelas mulheres. Fujimori combateu a alta taxa de natalidade esterilizando 300 mil mulheres e 24 mil homens. Este fato trás à tona a questão da pobreza, do autoritarismo e do combate as altas taxas de natalidade; todos sabem que os países mais pobres são mais populosos.
Antes de qualquer discussão sobre a pobreza, deveríamos buscar um conceito em que ideias básicas ao seu enfrentamento fossem, pelo menos, aceitas por todos; o que parece difícil. Pobres e miseráveis sem obterem consenso sobre a passividade diante a situação de penúria, a falta de organização nas prioridades e a aceitação da violência como modus operandi de luta, continuarão à margem no convergir ao avanço da melhoria da situação vivida.
É histórico no homem a hierarquização na relação entre pobreza e riqueza, lógico, com os mais abastados no topo e modus vivendi confortável, sinal de sucesso na seleção natural, ficando os piores ou os que tem menos recursos materiais, como exemplo de fracasso social. Isto é falado, pois há na cultura social, a demonstração de riqueza entre os que ascendem na escala dos bens materiais. Por exemplo, traficantes de drogas via crime organizado, têm como característica a ostentação como forma de buscarem aceitação social por inveja.
Recentemente o Uruguai liberou o uso recreativo da maconha, como experiência no combate a violência, com várias novidades, e a maior delas, a estatização do tráfico como se o estado tivesse um histórico positivo de regulamentação em questões envolvendo violência econômica. Todos assistem a luta entre capitalismo de estado e privado pelo controle de toda a sociedade. Por sinal, a América Latina parece não entender os limites do estado e da sociedade, pois Maduro enfrenta questões econômicas com ocupação militar de fábricas e supermercados. Governos autoritários terminam quando seus dirigentes aceitam que trabalham para poucos via impunidade.
Talvez, pobre seja aquele que faltam condições básicas à sobrevivência e miserável o mínimo, materialmente falando. Só isto não basta, pois a história ensina que civilizações foram construídas as margens de rios para produzirem vida, e de um templo, para agregar culturalmente o povo dando-lhe identidade.

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